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CHINA HABILITOU MAIS CARNE ARGENTINA E JÁ PREVÊ ELEVAÇÃO EXPONENCIAL DAS VENDAS

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A China abriu seu gigantesco mercado para novos produtos. Esta vez foi a carne de gado resfriada e com osso, bem como cortes ovinos e caprinos da Patagônia. O acordo, selado por videoconferência entre Buenos Aires e Beijing, foi definido como histórico pelo governo, depois de 15 anos de negociações. Para a Argentina, o mercado chinês foi, no ano passado, o principal destino em volume das exportações de carne locais, ao chegar a 90.000 toneladas, 46% do total. Apesar de se tratar de cortes de baixo valor econômico (a China comprou cortes congelados de vaca, entre eles garrão e pescoço, a uma média de US$ 4.200 a tonelada, contra os mais de US$ 10.000 dos cortes premium), a abertura para os cortes resfriados (um segmento incipiente, porque o país asiático comprou apenas 6.000 toneladas) e com osso possibilita o envio de produtos de maior valor, inclusive cortes premium no médio prazo.

“É uma ótima notícia (o acordo). A carne resfriada é de melhor qualidade, e o mercado chinês é mais que atrativo”, comentou o ministro de Agroindústria, Luis Etchevehere. Desde o Instituto da Promoção da Carne Argentina (IPCVA), seu presidente Ulises Forte enfatizou que as vendas de carne para a China “poderiam registrar um grande crescimento nos próximos meses, consolidando a curva ascendente das exportações de carne local para o exterior”. Os primeiros embarques de cortes resfriados e com osso com destino ao país asiático começariam entre os meses de abril e maio. Apesar de não se poder estimar os percentuais de incremento dos envios, calcula-se que pode ser “exponencial”, devido à avidez por alimentos que a China demonstrou nos últimos anos.


TRIGO

A safra de trigo 2017/18 registrou um novo recorde de produção, o maior dos últimos 18 anos. Alcançou um volume de 17 milhões de toneladas, uma área semeada de 5,4 milhões de hectares. O rendimento médio nacional alcançou 3,22 t/ha, ficando 0,13 t/ha abaixo do ciclo anterior e 7% superior à média dos últimos cinco anos.

SOJA

O Guia Estratégico para o Agro, da Bolsa de Comércio de Rosário, advertiu que o fenômeno “La Niña”, associado a uma escassez de chuvas, se intensificou e continuará durante o resto da safra comercial. Esse fato é muito preocupante na Argentina, tanto para os cultivos de soja como para os de milho. Em primeiro lugar, espera-se um mês de fevereiro muito seco, o qual é precisamente o mês do ano quando se definem os rendimentos da soja em grande parte da Argentina, já que é quando a planta produz suas vagens (frutificação) e posteriormente começa com o” enchimento de grãos”.

LEITE

Um grupo de produtores de leite argentinos encontraram a maneira de defender o preço de sua produção a partir da associação em grupo. Integram uma consignatária de leite formada entre vendedores que, às vezes, não se conhecem entre si. E obtém um plus que lhes permite ganhar dinheiro com a atividade. Por exemplo, Marcos Middleton administra um tambo sobre terra arrendada nas proximidades de Miguel Torres, no Sul de Santa Fé, e acredita que “o ponto-chave está fora do tambo, já que o leite não está no estabelecimento.”

CARNE

A Argentina iniciou 2018 com ótimas notícias para a cadeia de gado e carnes. Em primeiro lugar, Israel, o quarto cliente em importância, ampliou o prazo de vida útil da carne resfriada, de 45 para 85 dias, o que abriu a porta para a exportação de cortes resfriados de alto valor. Em seguida, chegou a notícia de maior impacto, ao obter a autorização para ampliar os protocolos de exportação de carne de gado à China para cortes resfriados e com osso, como se comentou anteriormente.


DEPOIS DE DEZ ANOS, O MEL FRACIONADO ARGENTINO VOLTA AO BRASIL

Depois de dez anos fechado por uma questão técnica, o Brasil reabriu seu mercado para o mel fracionado da Argentina. Conforme informou o Ministério de Agroindústria, o governo brasileiro divulgou um memorando com o qual fixa um novo certificado sanitário que deverá ser utilizado nas importações de produtos apícolas provenientes da Argentina. A medida contempla um modelo de certificação sanitária internacional, que deverá ser utilizado nas importações de produtos apícolas provenientes da Argentina. O ministro da Agroindústria, Luis Miguel Etchevehere, considerou que a autorização do Brasil “abre uma excelente oportunidade para a produção alternativa de nossas economias regionais”. O funcionário recordou que o mercado estava fechado há dez anos por mudanças nos certificados sanitários brasileiros. Noventa por cento das exportações argentinas de mel são a granel e os principais destinos são os EUA e a União Europeia. O restante, que tem maior valor, é comercializado fracionado. Para incentivar maiores exportações de mel fracionado, o ministério criou um conselho nacional com 20 empresas para recuperar mercados.