Primeira Mão

NOVO PRESIDENTE DA AGCO AMÉRICA DO SUL

A AGCO, dona de marcas como Massey Ferguson e Valtra, anunciou Luís Fernando Sartini Felli como presidente para suas operações na América do Sul, importante região para as estratégias globais da companhia. Ao assumir a liderança, o executivo tem, entre suas atribuições, responsabilidade direta pelo desenvolvimento da estratégia e das operações de todos os negócios da região. Com mais de 30 anos de carreira, Felli desempenhou posições de liderança em companhias multinacionais e nacionais, atuando em indústrias agroquímicas, petroquímicas, sulcroalcooleiras e do ramo da celulose. Também tem experiência de práticas e produtos agrícolas, devido à gestão da operação da fazenda de soja da família, em Maranhão. O executivo se reportará diretamente a Robert Crain, vice-presidente sênior e gerente geral das Américas.

Primeira


SHOW NAS EXPORTAÇÕES

As exportações do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões no ano passado, crescimento de 13% sobre 2016. E tal desempenho fez do campo responsável por 44,1% das vendas externas totais do Brasil. Com o crescimento do valor exportado sobre o montante das importações, o saldo da balança do setor foi superavitário em US$ 81,86 bilhões, ante os US$ 71,31 bilhões do ano anterior, configurando-se como o segundo maior saldo da balança do agro até hoje – perdeu apenas para o de 2013, R$ 82,91 bilhões. “Esse saldo forte demonstra importância do setor para a economia”, ressaltou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “O agro foi importante para a manutenção das contas externas, das reservas internacionais, durante a crise econômica que o País sofreu”, lembrou.

O complexo soja segue soberano entre todas as pautas de exportação, não apenas entre os produtos do campo, com vendas de US$ 31,72 bilhões – somente os grãos atingiram o patamar recorde em valor, de US$ 25,71 bilhões (expansão de US$ 6,3 bilhões), expansão de US$ 6,3 bilhões, e em quantidade, de 68,15 milhões de toneladas. As carnes ficaram em segundo lugar, com vendas de US$ 15,47 bilhões e crescimento de 8,9%. Em síntese, os produtos agropecuários se constituíram em sete dos dez principais itens da pauta de exportações do Brasil no ano passado. Conforme um dado apresentado pelo secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Odilson Silva, nos últimos 20 anos não fosse o agronegócio o Brasil deixaria de ter faturado a soma fabulosa de R$ 1,23 trilhão.

A Ásia é o principal destino das exportações do agro, ao ter levado, em 2017, US$ 44,17 bilhões, crescimento de 18,1%. A China levou do Brasil R$ 25,718 bilhões em soja, uma aquisição 34,1% superior à de 2016. E foi, portanto, bastante responsável pela soja ter representado sozinha 11,8% dos mais de US$ 50 bilhões comprados pelos chineses dos brasileiros.

Primeira


É a Nasa que está dizendo

Apenas 7,6% do território brasileiro é explorado pela agricultura – ou exatos 63.994.479 hectares – conforme divulgou recentemente a Agência Espacial Americana (Nasa). Uma porcentagem pequena, como o próprio número esclarece, mas sobretudo quando comparado a outros produtores agrícolas: a Dinamarca cultiva 76,8% e a Irlanda, 74,7% (ambas proporcionalmente dez vezes mais que o Brasil), a Holanda, 66,2; o Reino Unido, 63,9%; e a Alemanha, 56,9%. A maior parte dos países destina de 20% a 30% da superfície para a agricultura, sendo que nos integrantes da União Europeia chegam a 45% e 65%, enquanto os Estados Unidos exploram 18,3%; a China, 17,7%; e a Índia, 60,5%. Ainda segundo a Nasa, o Brasil preserva com vegetação nativa 66% de seu território.

A área da Terra ocupada pela agricultura é de 1,87 bilhão de hectares. “Os europeus desmataram e exploraram intensamente o seu território. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas originais do planeta. Hoje tem apenas 0,1%. A soma da área cultivada da França (31.795.512 hectares) com a da Espanha (31.786.945 hectares) equivale à cultivada no Brasil (63.994.709 hectares)”, comparou o pesquisador da Embrapa Territorial Evaristo de Miranda, unidade que divulgou levantamento semelhante em 2016. As estatísticas da Embrapa e da Nasa são utilizadas pelo ministro Blairo Maggi, da Agricultura, para contestar na comunidade internacional de que os agricultores brasileiros são “desmatadores”.

Primeira


Grão de fertilizante turbinado

Uma película com alta concentração de micronutrientes que recobre de maneira homogênea os grânulos de macronutrientes de nitrogênio-fósforo-potássio (NPK). Eis um fertilizante completo e balanceado, que possibilita até reduzir o volume de adubo aplicado na lavoura. Essa é mais uma inovação da Embrapa, mais especificamente do Laboratório Nacional de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio, da unidade Embrapa Instrumentação. O produto chamado de MicroActive envolveu pesquisadores da Embrapa e da empresa Produquímica, que desenvolve micronutrientes. “Conseguimos desenvolver uma suspensão estável para os fertilizantes que a empresa já desenvolvia na forma sólida, em pó, com a qual não é possível fazer recobrimento direto”, descreve a coordenadora da pesquisa na Embrapa Instrumentação, Elaine Cristina Paris. “A formulação pode aumentar a produtividade, uma vez que o fornecimento de macro e micronutrientes de modo simultâneo”.


Case IH com novos dirigentes

Primeira

A Case IH tem uma nova estrutura administrativa na América Latina, concluindo a restruturação que começou em 2017. E Paolo Rivolo (à esq.) assume a área comercial da marca no Brasil, enquanto Felipe Pedrosa (à dir.) passa a ser o responsável pelo desenvolvimento de rede de concessionária da marca na América Latina. Rivolo substitui Cesar Di Luca, que deixa a companhia após 20 anos de Case IH e 18 anos de CNH Industrial, e que passa a atuar como diretor executivo de um dos mais importantes distribuidores da CNH Industrial, proprietário das concessionárias Agricase, Equagril, Nova Holanda e Shark. Já Pedrosa substitui Aldo Stacchini, agora responsável geral pelo desenvolvimento de concessionários de toda a CNH Industrial. Rivolo e Pedrosa respondem ao vice-presidente da Case IH para a América Latina, Mirco Romagnoli.


Tabaco brasileiro: 25 anos no topo

Primeira

Pelo 25º ano consecutivo o Brasil lidera as exportações de tabaco, posto que ocupa desde 1993. O País detém 30% das exportações mundiais de tabaco, produto que representou 1% no total das exportações brasileiras no ano passado (não apenas os gerados pelo campo). Um total de 94 países compram o tabaco brasileiro, mas apenas oito clientes levam 60% do volume embarcado: Bélgica (US$ 342 milhões), China (US$ 276 milhões), Estados Unidos (US$ 198 milhões), Itália (US$ 120 milhões), Indonésia (US$ 105 milhões), Alemanha (US$ 92 milhões), Rússia (US$ 80 milhões) e Coreia do Sul (US$ 61 milhões). O Rio Grande do Sul é o maior exportador, com 78% de todas as vendas, ou U$1,63 bilhão.


450.000...

...toneladas: esse foi o volume de embalagens plásticas destinadas de forma ambientalmente correta pela cadeia agrícola em 15 anos do Sistema Campo Limpo. Esse mecanismo permite à agricultura brasileira retirar da natureza 94% das embalagens vazias de defensivos. “Recentemente divulgamos o modelo brasileiro na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Nairóbi (Quênia). O evento debateu práticas que podem contribuir com a redução/combate da poluição, e os representantes de outras nações reconheceram a eficiência e os resultados do Sistema Campo Limpo nesse processo. Isso só reforça a posição de referência mundial do Brasil no setor”, destaca João Cesar Rando (foto), diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo.

Primeira