Agribusiness

CAFÉ

EXPORTAÇÕES AUMENTAM EM SETEMBRO EM VALOR

Agribusiness

Lessandro Carvalho - [email protected]

As exportações brasileiras de café em grão obtiveram receita de US$ 359,6 milhões em setembro, com média diária de US$ 18 milhões em 20 dias úteis. O volume embarcado totalizou 2.177.200 sacas de 60 quilos, com média diária de 108,9 mil sacas. O preço médio foi de US$ 165,20 por saca. Em agosto, o Brasil havia obtido receita de US$ 384,6 milhões – média de US$ 16,7 milhões, através das exportações de 2.375.500 sacas, com média diária de 103,3 mil sacas. O preço médio ficara em US$ 161,9/ saca. Na comparação entre setembro e agosto, as exportações subiram 7,5% no valor médio diário e 5,4% na quantidade média diária, enquanto o preço médio avançou 2%. Entretanto, o volume total de café verde exportado em setembro caiu 8,3% contra agosto.

Em setembro do ano passado, a receita das exportações de café havia somado US$ 458,8 milhões (média diária de US$ 21,8 milhões), e o volume embarcado chegara a 2.755.400 sacas (média de 131,2 mil sacas/dia), com preço médio de US$ 166,50/saca. Houve em setembro de 2017 uma queda de 17,7% em receita média diária e redução de 17% na quantidade média diária embarcada no comparativo com o mesmo mês de 2016. O preço médio diário nas exportações em setembro de 2017 foi 0,8% menor que o de setembro de 2016. As exportações em volume total do verde em setembro de 2017 foram 21% menores que o volume de setembro de 2016.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, a queda nos embarques é atribuída à menor safra e à resistência dos produtores em vender o café.


ARROZ

CEREAL DÁ SINAIS DE ESTANCAR A TENDÊNCIA DE QUEDA

Agribusiness

Rodrigo Ramos - [email protected]

As cotações do arroz em casca dão sinais de estancamento da tendência de baixa. Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos do grão em casca foi indicada a R$ 36,51 no dia 19, ante R$ 36,31 no dia 11. Conforme o analista de Safras & Mercado Élcio Bento, os produtores seguem reticentes em negociar aos atuais preços. “Na outra ponta, percebe-se uma leve melhora da demanda, puxada basicamente por indústrias de pequeno e médio portes que possuem necessidade de aquisição imediata”, explica. A realização de negócios só não é maior porque existe um descompasso entre as pedidas dos vendedores e o preço ofertado pelos compradores. Além isso, as atenções permanecem voltadas para o plantio da safra nova. “No Rio Grande do Sul, o plantio está bastante atrasado. Se os trabalhos ocorrerem fora da janela normal, a produtividade pode ser comprometida”, pondera.

O primeiro levantamento da Conab para a safra brasileira 2017/18 de arroz indica produção entre 11,752 milhões e 11,857 milhões de toneladas, um decréscimo de 4,7% a 3,8% sobre os 12,327 milhões de 2016/17. A área plantada em 2017/18 foi estimada de 1,955 milhão a 1,986 milhão de hectares, ante 1,980 milhão na safra 2016/17. A produtividade foi estimada em 5,989 mil quilos por hectare, inferior em 3,8% aos 6,223 quilos na temporada passada. O Rio Grande do Sul, principal produtor, deve ter uma safra de 8,412 milhões de toneladas, equivalendo a um recuo de 3,6%. A área prevista é de 1 a 1,1 milhão de hectares, estável ante 2016/17, com rendimento esperado de 7.643 quilos por hectare, ante 7.930 quilos da anterior.


ALGODÃO

MERCADO FUTURO TEM MELHOR MOVIMENTAÇÃO NO BRASIL

Agribusiness

Rodrigo Ramos - [email protected]

Na terceira semana do mês de outubro, a movimentação continuou sendo lenta na maior parte dos estados de comercialização da pluma no Brasil. A volatilidade do dólar frente ao real e da bolsa de Nova York, a Ice Futures, tem contribuído para que os agentes fiquem mais cautelosos para tomada de maiores posições. Durante a semana, predominaram compras pontuais, para recomposição de estoque. Os compradores estiveram mais retraídos para maiores volumes de compras no mercado disponível, pois a maior parte espera por queda superior nas cotações internas, já que esta safra foi cheia e as cotações da bolsa internacional estavam mais baixas. “Porém, os agentes estiveram atentos ao mercado futuro, em busca de oportunidades para garantirem melhores preços e qualidade para o primeiro semestre de 2018”, explica o analista de Safras & Mercado Cezar Marques da Rocha Neto. As indicações para o mercado futuro ficaram entre R$ 2,41 e R$ 2,42 por libra-peso.

Houve reportes de compras pontuais para o mercado spot na terceira semana de outubro. Predominantemente com indicações em torno de R$ 2,35 por libra-peso. “Contudo, grande parte dos compradores está com a pedida mais baixa do que isso, o que limita o aumento de liquidez”, pondera o analista. No Cif de São Paulo, a pluma era cotada a R$ 2,35 em 20 de outubro. Em comparação ao mesmo período do mês passado, queda de 2,08%. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, apresenta desvalorização de 5,24%.


TRIGO

COLHEITA CONTINUA E PREÇOS SOBEM COM ELEVAÇÃO CAMBIAL

Agribusiness

Gabriel Nascimento - [email protected]

O mercado brasileiro de trigo avalia as recuperações de preços para o grão nacional. Segundo o analista do serviço Safras Consultoria Jonathan Pinheiro, o mercado vem respondendo aos estímulos de uma elevação cambial, a qual provocou uma elevação dos custos de importação, pelas paridades. “Isso reduz a atratividade do cereal externo, proveniente principalmente dos vizinhos do Mercosul, e traz a atenção da indústria nacional para o trigo produzido internamente”, disse. Além disso, conforme o analista, o mercado avalia as condições climáticas desfavoráveis ao cultivo do trigo neste momento de colheita. “As intempéries atingiram as lavouras ao longo de toda safra, podendo resultar em perdas ainda superiores as estimadas até o momento, sendo mais um fator altista as atuais cotações”.

Pinheiro destaca que possíveis reduções de produção nos países do Mercosul potencializam esse viés de alta. “Uma menor oferta de trigo na América do Sul pode obrigar a indústria a buscar o cereal em países mais distantes, a custos provavelmente mais elevados, criando espaços para elevações não só do trigo brasileiro, mas também dos demais sul-americanos”, analisou. Conforme relatório semanal da Emater/RS, até 19 de outubro, a cultura do trigo no Rio Grande do Sul se encontrava em estádio de maturação, com baixo potencial produtivo e perdendo qualidade a cada dia devido à grande umidade, com algumas áreas produtoras acumulando chuvas de mais de 170 mm em três dias. No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a colheita de trigo atingia 79% da área plantada, até 17 de outubro, estimada em 962,004 mil hectares. Conforme o Deral, 36% das lavouras estão em boas condições, 46% em condições médias e 18% em condições ruins.


MILHO

EXPORTAÇÃO GANHA RITMO E AJUDA A SUSTENTAR PREÇOS NO BRASIL

Agribusiness

Arno Baasch - [email protected]

O mercado brasileiro de milho mantinha uma dinâmica de firmeza nos preços na segunda metade de outubro, mesmo em meio à safra recorde registrada na temporada 2016/17. Segundo o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, o produtor segue adotando a estratégia de reter as vendas no mercado doméstico, procurando direcioná-las à exportação. O analista relembra que Safras & Mercado apontava para a necessidade de embarques de ao menos 5 milhões de toneladas de milho mensais para evitar um estoque de passagem muito elevado ao final do ano comercial. “Pelo terceiro mês consecutivo, as exportações têm atingido níveis superiores à média, com as nomeações para outubro, por exemplo, sinalizando embarques de 5,9 milhões de toneladas. Até agora o volume acumulado chega a 22,2 milhões de toneladas e resta a expectativa dos embarques de novembro a janeiro para ver se o País chegará à meta de 35 milhões de toneladas, comenta.

Outro fator que ajuda a sustentar os preços é o clima. Molinari ressalta que o efeito do corte previsto na área de milho verão 2017/18 em 27%, que seria sentido nos preços no primeiro semestre do próximo ano, parece estar sendo antecipado, especialmente pelo atraso no regime de chuvas em boa parte do País. “O clima seco não afeta ainda os potenciais de produção do cereal, mas prolonga a entressafra e gera um ambiente de maior retenção de venda no curto prazo. A possibilidade do La Niña, gerando um clima irregular em janeiro e fevereiro, também eleva a preocupação dos produtores quanto ao tamanho da safra a ser colhida no verão”, explica. E a falta de chuvas para o plantio atinge também a soja e gera uma incerteza quanto ao cultivo da safrinha 2018.


SOJA

ELEVADA ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO PARA 114,7 MI DE TONELADAS

Agribusiness

Dylan Della Pasqua - [email protected]

A produção brasileira de soja em 2017/18 deverá totalizar 114,706 milhões de toneladas, com aumento de 0,4% sobre a safra da temporada anterior, de 114,23 milhões de toneladas. A previsão é de Safras & Mercado. Na comparação com o relatório anterior, houve uma elevação de 1,502 milhão de toneladas, ou 1,33%. Em julho, a estimativa era de 113,204 milhões. Com as lavouras em fase inicial de plantio, Safras indica aumento de 5,1% na área, que ficaria em 35,54 milhões de hectares. Em 2016/17, o plantio ocupou 33,815 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.395 quilos por hectare para 3.244 quilos. “O início dos trabalhos de plantio no Brasil começa a confirmar nosso sentimento de uma forte expansão da área brasileira de soja nesta nova temporada”, afirma o analista de Safras & Mercado Luiz Fernando Roque.

Segundo o analista, a oleaginosa volta a ganhar áreas destinadas ao milho na última safra em praticamente todos os estados. No Centro-Oeste e no Sudeste, os produtores confirmam a tendência de centralizar a produção da primeira safra (safra verão) na oleaginosa, enquanto a segunda safra (safrinha) é cada vez mais centralizada no cereal. “A forte expansão da área de soja nesta nova temporada se ampara principalmente nesste fator. Além disso, o fator preço também impulsiona essa transferência de áreas nesta nova safra, com a oleaginosa voltando a remunerar melhor o produtor”, completa o analista.

O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) projetou safra mundial em 2017/18 de 347,88 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 348,44 milhões. Os estoques finais foram reduzidos de 97,53 milhões para 96,05 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoque de 96,5 milhões. A projeção do Usda aposta em safra americana de 120,59 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 107 milhões, repetindo o relatório anterior. A previsão para a Argentina permaneceu em 57 milhões de toneladas. Pelo lado da demanda, a estimativa de importações chinesas permaneceu estabilizada em 95 milhões. Na temporada 2016/17, a produção mundial está projetada em 351,25 milhões, com estoques finais de 94,86 milhões, contra 95,96 milhões do mês anterior. O mercado apostava em estoques de 95,2 milhões.