Primeira Mão

Mais PIB, menos gente

Primeira

O PIB do Brasil foi sustentado nos primeiros sete meses do ano pelo agronegócio, segundo conclusão de levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP/Esalq. É que a safra recorde estimulou a atividade em outros segmentos, impactando no crescimento de 5,81% no PIB-volume do agronegócio (de janeiro a julho). “Desse modo, o desempenho positivo da agropecuária pôde amenizar o efeito das retrações da indústria e dos serviços sobre o PIB nacional”, destaca a instituição. O PIB brasileiro recuou 0,04% na comparação do primeiro semestre de 2016 com o mesmo período deste ano, uma queda que seria mais drástica não fosse o campo.

Porém, conforme o Cepea, não ocorreu aumento de empregos no setor agrícola. No primeiro semestre de 2017, houve queda de 3,1%, ou mais de 580 mil pessoas, no total de pessoas empregadas. As principais reduções foram na agropecuária e para trabalhadores que atuavam por conta própria e com baixa escolaridade. “Ao mesmo tempo, e como um resultado desse movimento, os rendimentos médios do trabalho obtidos no agronegócio tiveram ganho real na comparação entre semestres”, acrescenta o estudo.


Prêmio BNDES de Boas Práticas

O Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais – Prêmio BNDES SAT tem inscrições abertas até 12 de dezembro. A iniciativa, realizada em parceria com Embrapa, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), irá contribuir para que as práticas de agricultura tradicional do Brasil concorram, pela primeira vez, a um importante reconhecimento internacional. Podem participar instituições de direito privado sem fins lucrativos e as premiações são de R$ 70 mil a cinco SATs e R$ 50 mil a outros dez SATs. Mais sobre o prêmio em www.bndes.gov. br/wps/portal/site/home/onde-atuamos/social/ premio-bndes-boas-praticas-sistemas-agricolastradicionais


Cooperativismo na mesa do brasileiro

Primeira

Quarenta e oito por cento dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro têm origem em mãos agricultoras vinculadas a uma cooperativa agrícola. O dado é da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Pelo último Censo Agropecuário Brasileiro do IBGE, de 2006, as cooperativas são responsáveis pelas seguintes produções: 74% de trigo, 57% de soja, 48% de café, 43% de milho, 39% de leite, 35% de arroz e 18% de feijão. “O modelo de negócios proposto pelo cooperativismo prevê a inserção econômica e social, com iniciativas de gestão profissionalizada e empreendedorismo coletivo. No Brasil são mais de 6.500 cooperativas atuando nos mais diversos ramos, beneficiando 50 milhões de pessoas”, ressalta a OCB.


Abatedouro gigante de tilápias

Primeira

O município de Palotina, no Oeste paranaense, sedia a partir de agora o maior abatedouro de peixes do Brasil. A cooperativa C.Vale inaugurou no mês passado, em solenidade que teve a presença do presidente Michel Temer e do ministro Blairo Maggi, da Agricultura, uma indústria de 10.012 metros quadrados para abater 75 mil tilápias por dia até o final de 2018. O investimento exigiu R$ 110 milhões e vai demandar a produção de 300 cooperados da instituição que integra 19.400 associados distribuídos em 71 municípios e que deverá faturar R$ 8,1 bilhões em 2017.


Troca de mãos bilionária

Primeira

Em razão da aquisição da Monsanto, a Bayer assinou um acordo para vender parte dos negócios da área crop science à Basf por 5,9 bilhões de euros. Os ativos incluem o negócio global de glufosinato de amônio e a tecnologia LibertyLink para tolerância a herbicidas, essencialmente todos os negócios de sementes de culturas de campo da empresa, bem como as capacidades de pesquisa e desenvolvimento. Os negócios de sementes que estão sendo desinvestidos incluem algodão (excluindo Índia e África do Sul), os negócios norte-americano e europeu de sementes de soja e de canola. “Estamos adotando uma abordagem ativa para lidar com potenciais preocupações regulatórias com o objetivo de facilitar o fechamento bem-sucedido da operação com a Monsanto”, justificou Werner Baumann (foto), presidente do Conselho de Administração da Bayer AG.


MEIO SÉCULO DE EVOLUÇÃO DO AGRO

Primeira

Boa parte da história e da evolução do agronegócio brasileiro nos últimos 50 anos está relatada no livro “50 anos: Da Agricultura tradicional ao agronegócio – Legado dos engenheiros agrônomos Esalq/ USP 1967”. E uma parte considerável desse crescimento tem as mãos, os cérebros e o empenho dos 200 engenheiros agrônomos formados pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq) naquele ano de 1967. O livro, comemorativo ao meio século de formatura, destaca aspectos históricos e políticos, socioeconômicos, além da Esalq, e elenca a evolução da agricultura brasileira nas áreas de atuação daqueles “esalqueanos”. E também minibiografias descrevem as trajetórias dos formados há meio século


O TAMANHO DA IRRIGAÇÃO

Primeira

Um estudo divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) destaca que a agricultura brasileira é uma das dez maiores áreas irrigadas do mundo. O trabalho “Atlas Irrigação: uso da água na agricultura irrigada” aponta que o Brasil possui 6,95 milhões de hectares manejados com diferentes técnicas de irrigação. A região mais irrigada é a Sudeste, com 2.709.342 hectares, seguida pelo Sul, com 1.696.233, Centro-Oeste, com 1.183.974, Nordeste, 1.171.159, e Norte, com 194.002 hectares. O mapa foi elaborado a partir de dados da Conab, e está completo em http://arquivos.ana.gov.br/imprensa/publicacoes/ AtlasIrrigacao-UsodaAguanaAgriculturaIrrigada.pdf


Algodão em alta

Primeira

O algodão é o destaque das lavouras brasileiras em relação à safra anterior. Segundo o levantamento elaborado pelo Ministério da Agricultura do Valor Bruto de Produção (o VBP, a renda antes da porteira), entre as principais culturas, a pluma teve um incremento de 74,4%. Na composição do VBP da agropecuária, as lavouras representam 68,3% do total, ou R$ 365,88 bilhões; e a pecuária, 31,7%, ou R$ 169,53 bilhões. O VBP de 2017 (com base em informações de setembro) é de R$ 535,42 bilhões, crescimento de 2,1% ante o apurado em setembro de 2016, de R$ 524,49 bilhões. As lavouras têm aumento de 6,3% (em reais, descontada a inflação), enquanto na pecuária o VBP encolheu 5,9%.