Primeira Mão

 

Etanol de milho como bandeira

A viabilidade da fabricação de etanol de milho em Mato Grosso vem sendo discutida em encontros promovidos pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) pelo estado. Segundo o conselheiro consultivo da Aprosoja, Glauber Silveira, para impulsionar a produção do biocombustível no Mato Grosso, a associação levou ao governo estadual a sugestão de criação de um incentivo especial para o produto. “Atualmente, para cada real investido pelo produtor, há o prejuízo de R$ 0,64. Com o incentivo, haveria um lucro de até R$ 5,14. Além disso, o governo do Estado arrecadaria cerca de R$ 440 milhões”, argumenta.

Mato Grosso tem potencial para utilizar 10 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol, mas atualmente apenas 220 mil toneladas são utilizadas para gerar 88 mil litros de combustível. “Hoje, o faturamento bruto com milho é de R$ 2,7 bilhões. Com a transformação do grão em etanol, DDG, cogeração de energia, entre outros, esse valor subiria para R$ 14 bilhões. Pense em quanto de imposto isso geraria para o Estado”, analisa Silveira, que também é colunista d’A Granja.


“Pense em mim”

O cantor Leonardo é a estrela de uma campanha que procura informar os agricultores sobre os benefícios das culturas Bt e sobre como preservá-los e passar esse conhecimento às futuras gerações. O anúncio, veiculado nas rádios das principais regiões produtoras de milho, soja e algodão, traz uma versão da canção “Pense em Mim” incentivando a adoção das Boas Prá- ticas Agronômicas. É que a evolução da resistência de pra- gas é um dos maiores desafios para produtores dessas culturas. E para ajudá-los a proteger a produtividade das lavouras resistentes a insetos e, consequentemente, evitar perdas econômicas, o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) lançou a campanha em nível nacional. Tudo está em www.boaspraticasagronomicas. com.br


El Niño = + Doenças

A soja da Região Sul deverá ser um prato pronto à ferrugem da soja, visto os efeitos do fenômeno El Niño. Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja Cláudia Godoy, o inverno pouco intenso, também uma consequência do El Niño, favoreceu a sobrevivência de plantas de soja voluntárias no Rio Grande de Sul e em Santa Catarina, estados que não adotam o vazio sanitário, o que facilitou a sobrevivência do fungo P. pachyrhizi. Além disso, as chuvas acima da média no Sul também potencializam a doença. Em síntese, o fungo vai aparecer antes de dezembro, mês que habitualmente ele surge.

E tem as pragas estrangeiras...

Nos últimos meses três, pragas alheias à agricultura brasileira foram identificadas por aqui. A Melanagromyza sp., conhecida como mosca-da-haste da soja e que é muito comum na Austrália, apareceu no Rio Grande do Sul. Já no Ceará, deu as caras a lagarta Helicoverpa punctigera, tão agressiva e devoradora quanto a “prima”, a armigera. E a Amaranthus palmeri, a principal praga do algodão e da soja nos Estados Unidos, foi detectada há alguns meses no Mato Grosso. Essas visitas indesejáveis levaram dezenas de especialistas a se reunir em São Paulo, no mês passado, para discutir o que fazer com as novas pragas, que já provocam perdas.


US$ 1,195 bilhão/ano

Esse é o potencial de exportações do agronegócio brasileiro que está em fase final de negociação pelo Ministério da Agricultura. São 14 novos mercados em tratativas. E esse volume se soma ao potencial de US$ 1,4 bilhão/ano dos novos mercados abertos no primeiro semestre. Os números são do ministério, anunciados pela titular da pasta, Kátia Abreu, em uma coletiva da imprensa em que ela comunicou que, pela primeira vez, a China comprará do Brasil produtos lácteos. A carne é a estrela desses novos destinos. “Vamos tratar fortemente da construção de uma plataforma única de gestão agropecuária e ter reuniões bilaterais com alguns países. Canadá e México já pediram reuniões separadas e podemos fechar outros negócios”, comemorou a ministra.


DUPONT BRASIL COM NOVA LIDERANÇA

A DuPont Brasil anunciou Priscila Vansetti como a nova presidente. A executiva, até então diretora global de Planejamento Estratégico para a divisão de Proteção de Cultivos, substitui Ricardo Vellutini, que se aposenta após 36 anos de DuPont. Priscila tem a missão de manter o ritmo de crescimento no Brasil, mercado estratégico para a companhia em nível global, pois é responsável por 50% das vendas na América Latina e está entre os cinco maiores faturamentos da DuPont no mundo. “Nossa estratégia de crescimento está orientada para as áreas de Agricultura & Nutrição, Biociências Industriais e Materiais Avançados, mercados para os quais o Brasil apresenta grandes oportunidades”, comenta. A presidente é formada em Engenharia Agronômica pela Esalq/ USP e especializou-se em Executive Management pela Wharton School, na Universidade da Pensilvânia, e iniciou carreira na DuPont Brasil em 1981.


Graças à produtividade

A produtividade é a principal explicação para a safra recorde de 209 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/15. O rendimento médio foi 6,4% superior ao ciclo anterior, 3.393 quilos/hectare ante 3.609. Ou 216 quilos de diferença. O clima amigável nas principais regiões explica o melhor desempenho. Já a área plantada aumentou apenas 1,7%, de 57 milhões de hectares para 58 milhões.


Brazilian Rice

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) lançou o novo convênio Brazilian Rice 2015/2017, uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para a promoção de arroz e seus derivados no mercado internacional. O primeiro convênio foi encerrado recentemente com ótimos números: as empresas passaram a exportar para 42 destinos diferentes (o dobro de países em comparação com o início do Brazilian Rice), o que fez crescer 55% suas exportações em 2014. “O Brasil está se estabelecendo como uma referência no comércio internacional de arroz pela sua qualidade e capacidade produtiva”, destaca o gerente do projeto, André Anele.