O pecuarista e seu “observatório personalizado”

O período de bonança na pecuária deve estar na lembrança dos criadores que a vivenciaram a década de 1970, quando o lucro da arroba rondava os US$ 35 (em torno de atuais R$ 175). Porém, naquela época, o rebanho brasileiro representava apenas um terço dos atuais 244 milhões de bovinos, e quem fosse dono de mil bois era considerado rico. Hoje, tudo é mais complexo e as circunstâncias mudam constantemente.

Esta nova atividade transforma o pecuarista num empresário rural que gerencia, através do seu ‘observatório personalizado’, seu negócio em constante evolução. Olhar para tudo ao mesmo tempo se tornou a principal fórmula de sucesso na pecuária! Quem consegue enxergar, interconectar e, depois, gerenciar as informações dentro e fora da propriedade vai poder usufruir do chamado ‘lucro sistêmico’ da cadeia produtiva da bovinocultura. E esse será o ‘novo normal’ que pouco tem a ver com a prática que nos rendeu o lucro no passado.
Segundo o consultor internacional e também colunista da Revista AG, Francisco Vila, temos que copiar o produtor de vanguarda. Esse que usa o drone para obter uma visão mais abrangente dos principais elementos da sua fazenda ou aquele que usa os aplicativos para observar o movimento dos animais nos piquetes, o trabalho dos tratores no campo e no confinamento, além de monitorar o clima na região da fazenda.
Para isso, esse criador conta com o auxílio valioso do filho, que domina as ferramentas digitais e está antenado à cotação dos grãos em Chicago (EUA) e da arroba nas diversas fontes de informação on-line. O objetivo é construir um esquema de informação passiva e comunicação ativa, cruzando os dados dos principais eixos que definem nosso modelo de negócio, ou melhor, que produzem nosso lucro no futuro.

Quer saber como, a partir disso, quais os principais eixos para tomada de decisão pecuária em 2021? Confira matéria completa sobre o tema no Guia do Criador 2021.

Foto: Fernando Gross

Data: 12/01/2021
Fonte: Guia do Criador 2021

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