Precocidade reprodutiva aumenta exigência nutricional de matrizes

Quanto antes as jovens matrizes entrarem na reprodução, maior será a exigência nutricional durante o período de cria e recria para que a meta de peso ao acasalamento seja atingida. Neste sentido, o manejo alimentar das vacas de cria deve ser realizado por meio da categorização, de acordo com a idade ao primeiro acasalamento e com a fase de gestação. As vacas devem ser separadas em lotes de primíparas (matrizes ao primeiro parto), secundíparas (segunda cria) e multíparas (vacas com três ou mais crias).

Segundo artigo do Núcleo de Estudos dos Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da UFRGS, na Revista AG de novembro, a recomendação visa beneficiar as primíparas, categoria com maior demanda energética. Objetivo é manejá-las de forma prioritária em relação às multíparas para que voltem a emprenhar, uma das maiores dificuldades do sistema de cria. Isso ocorre porque, ainda sem alcançar o peso maduro, veem-se frente à tarefa de consumir energia suficiente para atender às necessidades de manutenção corporal, crescimento e lactação.

A antecipação da idade ao primeiro acasalamento precoce de 24 meses para entre 13 e 15 meses, somente torna-se viável se os índices de prenhez e de natalidade na estação reprodutiva subsequente forem mantidos (e com resultados satisfatórios). Geralmente, a estratégia só deve ser utilizada por sistemas de produção que atinjam taxas de natalidade superiores a 70%. Também deve ser observada a valorização do produto principal do sistema de cria no mercado, o bezerro. Em períodos de alta valorização do boi gordo, o produtor pode optar por intensificar a recria das fêmeas de reposição e reduzir a idade do primeiro acasalamento para aumentar o número de matrizes e ampliar a produção de bezerros.

Foto: Kéke Barcellos / Divulgação ABHB

Data: 22/11/2020
Fonte: Revista AG

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