Produtores gaúchos aprovam retirada da vacinação contra aftosa

Os Sindicatos Rurais do Rio Grande do Sul decidiram, por 53 votos a 11, que a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul poderá seguir com o processo de retirada antecipada da vacinação contra a febre aftosa no Estado. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (19/02) durante assembleia da Farsul em Porto Alegre (RS).

Para dar início ao processo, já iniciado pelo Paraná ao final do ano passado, o governo estadual deverá sanar 18 deficiências apontadas pelo Ministério da Agricultura (Mapa) em sua estrutura de vigilância sanitária até agosto. Ao mesmo tempo, a Secretaria da Agricultura antecipará a vacinação do rebanho de bovinos e bubalinos do Estado de maio para março.

De acordo com o secretário da Agricultura Covatti Filho, a ação tem como objetivo fazer com que o RS obtenha, juntamente com o Paraná, o status de livre de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2021. “Isso não significa uma aposta cega no governo. Existem condições. São alguns requisitos ainda não foram cumpridos, mas deverão ser”, afirmou o presidente da Farsul, Gedeão Pereira.

Atualmente, o Rio Grande do Sul integra o Bloco V do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA)l, o qual previa suspensão da vacinação para 2022. Uma nova assembleia dos sindicatos rurais, prevista para agosto, irá reavaliar a questão e dar o veredito final – ou não – em agosto.

Data: 19/02/2020
Fonte: Revista AG

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