Práticas de bem-estar animal para facilitar a adaptação no confinamento

A “ adaptação” é a capacidade de um animal ajustar-se a uma determinada situação ou ambiente. No texto anterior da seção “O Confinador”, vimos que a capacidade de adaptação ao ambiente de confinamento varia de animal para animal. Muitos se adaptam facilmente, enquanto outros não, sendo necessário retorná-los às pastagens para que não morram. Mas, entre esses extremos, há animais que enfrentam dificuldades de adaptação e dificilmente são identificados, uma vez que ganham peso, mas não o suficiente para pagar o custo das diárias, os chamados “bois ladrões”.

No período inicial de transição do pasto para o confinamento, o reagrupamento social e as mudanças na dieta e no regime alimentar são os primeiros estressores aos quais os bovinos confinados precisarão se adaptar. Nesse contexto, qual seria a possibilidade de instalarmos os bovinos em pastos ou piquetes logo após a formação dos lotes, para que se familiarizem com os novos integrantes do grupo, com o maquinário, o cocho e o bebedouro, as pessoas e a préadaptação à dieta, antes de leválos para os currais de confinamento? Essa foi uma das estratégias testadas pelo nosso grupo de pesquisa (Grupo ETCO, da UNESP/ Jaboticabal e da UFMT/Rondonópolis). Antes de comentar os resultados, gostaríamos de explicar brevemente um importante aspecto do comportamento natural dos bovinos.

Bovinos são animais sociais e, portanto, vivem em grupos, o que, naturalmente, resulta em competição por recursos, comumente neutralizada pela formação da hierarquia de dominância.

Saiba mais em: https://edcentaurus.com.br/ag/edicao/227/materia/10023

Data: 17/06/2019
Fonte: Revista AG

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