Acasalamentos dirigidos: melhoramento genético planejado e sustentável

Apesar de ainda ser pouco aplicado, o melhoramento genético tem se consolidado como uma forma imprescindível para o incremento na rentabilidade da pecuária. É o que esclarece artigo do médico veterinário Rodolffo Assis, da Berrante Genética e técnico da Corte Alta, veiculado pelo Guia do Criador 2019. Conforme ele, há duas ferramentas que podem promover esse melhoramento: seleção e acasalamento. "Muito se comenta sobre seleção, e sua utilização tem sido facilitada, nos últimos anos, com adventos em identificação e mensuração dos animais. Já o acasalamento direcionado, na maioria das vezes, ou não é empregado, ou é utilizado de forma menos eficaz do que se poderia", esclarece.

Ele lembra que o acasalamento dirigido é imaginado por muitos como se o objetivo fosse apenas para correções morfológicas, como orelhas, pigmentação, marrafa e chanfro, mas a ferramenta vai muito além e se torna fundamental no processo de melhoria nos principais fornecedores de genética do mundo. "É importante que haja um levantamento da situação atual do rebanho, dos objetivos e dos critérios de seleção para que a escolha dos reprodutores a serem utilizados seja eficiente. A partir de uma minuciosa análise, deve-se escolher os touros e a quantidade de animais que serão utilizados. Após essa etapa, já é possível a verificação da média da próxima safra. Caso essa etapa seja negligenciada, mesmo com um ótimo direcionamento de acasalamento, não será possível atingir os objetivos", acrescenta.

Data: 04/01/2019
Fonte: Guia do Criador 2019

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