Sanidade: de olho nas micotoxinas

Micotoxina é uma palavra pouco conhecida da população, porém, não há quem esteja livre do contato dela. Produzidas por fungos, não apenas um, mas vários tipos diferentes de micotoxinas são encontradas em diversos alimentos consumidos pela população. Algumas desde o campo, outras a partir das etapas de armazenamento. O assunto é abordado no Guia do Criador 2019.

O impacto das micotoxinas sobre o gado de corte tem sido pouco estudado. “Acreditou-se, por muito tempo, que, pelo fato de algumas micotoxinas serem metabolizadas no rúmen, o animal não seria afetado”, explica Letícia Custódio, pesquisadora de pós-graduação da Unesp-Jaboticabal que desenvolve projeto na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e uma das pioneiras no estudo do impacto da presença de micotoxinas na ração, saúde e desempenho do gado de corte. “Essa metabolização realmente ocorre, mas isso vai depender da quantidade que o animal consome e qual tipo está presente, porque existem algumas que não são metabolizadas no rúmen”, complementa.

Em sua pesquisa de doutorado, Letícia, que é zootecnista, diz ter encontrado 100% das amostras de rações avaliadas contaminadas com micotoxinas, sendo 7% com alta contaminação. Como mostram os resultados, é praticamente impossível uma dieta para confinamento sem contaminação, ainda que mínima. Isso ocorre porque o fungo está naturalmente presente nas matérias-primas utilizadas. No entanto, “é importante que essa contaminação esteja situada em um nível baixo, para diminuir ao máximo os danos causados pelas substâncias”, explica a pesquisadora.

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Data: 20/12/2018
Fonte: Guia do Criador

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