Nutrição: mercado atropelado por crises em 2018

Ainda no final do ano passado a expectativa era de que a indústria de alimentação animal avançaria, no mínimo, 3%, considerando as perspectivas formuladas na ocasião pelos produtores e exportadores de proteínas de origem animal. No entanto, o revés passou a se manifestar ainda nos primeiros meses, por conta do incremento no custo da alimentação pressionada pelos preços em alta dos grãos e por outros insumos importados e indexados ao câmbio, influenciado externamente pelo crescente conflito comercial global e aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, e, internamente, pelo grave buraco das contas públicas e da volatilidade, fruto das incertezas políticas provocadas pelas eleições.

“Quase que ao mesmo tempo, a cadeia produtiva foi surpreendida pela interrupção dos embarques de frango ao continente europeu, que se somou ao embargo russo, deflagrado ainda no final do ano passado, contra a carne suína brasileira. Em seguida, no final de maio de 2018, o Brasil provavelmente presenciou o maior protesto da breve história do século XXI: a Greve dos Caminhoneiros”, destaca Ariovaldo Zani, vice-presidente do Sindirações.

Segundo o dirigente, dentre as estapafúrdias negociações do Governo Federal (subsídio ao preço do diesel, obrigatoriedade da CONAB na contratação de autônomos, liberação do eixo suspenso em rodovias estaduais e municipais concessionadas) para restabelecimento do consagrado direito de ir e vir, a imposição do tabelamento do frete revelou a arbitrária intervenção estatal no capitalismo de mercado. Saiba tudo no Guia do Criador.

Data: 07/12/2018
Fonte: Revista AG

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