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ABATE DE BOVINOS CRESCE 12,5% NO SEGUNDO TRIMESTRE

No segundo trimestre de 2005 foram abatidos 7,257 milhões de cabeças de bovinos. Isso indica um aumento no número de animais abatidos de 12,48% sobre o primeiro trimestre de 2005 e um aumento de 12,94% sobre o segundo trimestre de 2004. O mês de junho registrou o maior número de bovinos abatidos no ano. Abrindo por categoria, houve aumento no número de novilhos abatidos no segundo trimestre de 2005. Comparativamente ao primeiro trimestre de 2005, o aumento foi de 18,95% e sobre o segundo trimestre de 2004, 19,36%.

A categoria dos bois representou 46% do abate total de animais, vacas 38% e novilhos 17%. O abate de bois foi, no segundo trimestre de 2005, de 3,317 milhões de cabeças. O abate de vacas foi de 2,748 milhões e de novilhos, 1,174 milhão de unidades. Com relação ao segundo trimestre de 2004, as variações foram de 4,38%, 21,87% e de 19,36% respectivamente a bois, vacas e novilhos.

O peso total das carcaça de bovinos no segundo trimestre de 2005 foi de 1,649 milhão de toneladas, com aumentos de 12,32% sobre o segundo trimestre de 2004 e de 13,42% sobre o primeiro trimestre de 2005. Por categoria, o peso de carcaça de bois foi de 870,391 milhões de quilos; vacas 521,393 milhões de quilos e novilhos 255,821 milhões de quilos. Sobre o primeiro trimestre de 2005 e segundo trimestre de 2004 todas as categorias apresentaram variações positivas no peso de carcaça.

Os Estados que mais abateram bovinos, no acumulado do ano, foram São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, havendo uma clara concentração do abate na Região Centro-Oeste do País. Na Região Norte, destaque para o Estado do Pará e para o aumento da participação de Rondônia. No mercado, a valorização do câmbio brasileiro intensificou- se no segundo trimestre de 2005, atingindo o valor de R$ 2,4127 para a compra no mês de julho. Num apanhado geral do segundo trimestre de 2005, observou-se aumento em volume e em valor das exportações brasileiras de bovinos. O aumento foi de 51,68% em peso e de 54,11% em valor sobre o trimestre imediatamente anterior, fechando o trimestre com a tonelada de carne sendo negociada a US$ 2.220 contra US$ 2.123 no primeiro trimestre de 2005. Junho foi o mês de maior negociação externa.Com relação ao mesmo período do ano anterior também foram registrados aumentos.