Sementes

Bactérias a serviço do Panicum

Micro-organismos do solo ampliam produtividade, reduzem infestação de plantas daninhas e melhoram o estabelecimento forrageiro

Renan Sanches

O estabelecimento de pastagens é um dos momentos mais complexos para a formação do pasto, pois depende da combinação de diferentes fatores como o preparo correto da área, a fertilidade do solo, a utilização de sementes de qualidade, profundidade de semeadura ideal e boas condições climáticas. No Brasil, o processo é realizado quase exclusivamente por semeadura (via sementes), já que o plantio por mudas (via vegetativa) é mais trabalhoso e custoso, restringindo-se, em geral, a pequenas áreas de terra. É primordial que o estabelecimento forrageiro seja assertivo, uma vez que tem participação direta nas respostas produtivas e na perenidade do capim implementado. Uma área inicial de plantas bem formada e a cobertura precoce do solo podem evitar grandes dores de cabeça aos criadores, como erosões e expansão das plantas daninhas, que competem diretamente com a forrageira por água, luz e nutrientes. Consequentemente, menos gastos com herbicidas e com manejo de controle das invasoras pode ser o resultado. A principal planta forrageira estabelecida nas pastagens brasileiras é do gênero Brachiaria, o popularmente conhecido capim braquiária, que possui sementes relativamente grandes. Em segundo lugar, temos as plantas forrageiras do gênero Panicum maximum, que, por muito tempo, teve o capim Colonião como sua principal cultivar. Atualmente, há outras opções conhecidas, como o capim Mombaça, Zuri, Massai, dentre outros, e que podem ser utilizadas em quase todos os biomas brasileiros. As sementes dessa espécie são relativamente menores e reservam menos nutrientes para a plantinha (plântula) que irá nascer do que a braquiária, oferecendo maior risco no estabelecimento. Algumas tecnologias vêm sendo estudadas pelos pesquisadores par...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!