Entrevista do Mês

Aprenda a ler o que a vaca pede

Entrevista

Para o zootecnista e coordenador do Instituto de Métricas Agropecuárias, Inttegra, Antonio Chaker, a cria é o sistema produtivo pecuário com mais espaço para avanço no Brasil. No entanto, o caminho é longo. Enquanto o levantamento Benchmarking Inttegra 2019/2020 aponta média de peso à desmama de 163 kg entre as propriedades brasileiras mais rentáveis e produtivas, a média geral ainda é inferior a 100 kg. Os maiores obstáculos ainda são a falta de conhecimento técnico especializado e de estratégias nutricionais específicas para cada categoria de matriz

Thaise Teixeira
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Revista AG – O que o Benchmarking 2019/2020 mostrou com relação à atividade de cria no Brasil?

Antonio Chaker – Dá pra gente ser bastante objetivo neste aspecto. O primeiro ponto é que o produto final da atividade de cria é o bezerro. As métricas que medem a eficiência dos bezerros são algumas. A primeira, usada muito tempo, era a chamada taxa de desmame, que leva em consideração os animais que desmamaram e entraram em monta. E fica muito claro que as fazendas mais rentáveis têm taxas de desmame na casa de 75%. Porém, esse percentual leva em consideração outros dois índices: o da fertilidade do rebanho e o da perda entre os animais que emprenharam e os que realmente foram capazes de desmamar o bezerro. Então, para ter uma boa taxa de desmame, ou seja, acima de 75%, a fazenda precisa ter, por exemplo, 85% de fertilidade e uma perda máxima, composta pela abortos e pelos animais que morrem após o nascimento, que não faça sob hipótese alguma, com que esses 85% virem menos que 75%. As melhores fazendas têm essa diferença abaixo de 7% entre o que deu prenha e o que desmamou. Mas podem...

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