O Confinador

A preço e a peso de OURO

O

Estratégias alternativas podem reduzir a necessidade de milho no cocho e o solavanco no caixa dos negócios baseados em dieta de alto grão

Sergio Raposo de Medeiros1

Desde o ano passado, o preço do milho está nas alturas – e continua subindo. O aumen- to de preço das commodities é um fenômeno global e decorrente da pandemia da Covid-19, mas ques- tões internas no Brasil agravam a situação. A persistente e relevante desvalorização do real frente ao dólar estimula a exportação, que continua aquecida pelas compras da China. Ainda que a irregulari- dade climática e o atraso no plan- tio da segunda safra não tenham atrapalhado mais um recorde na produção de grãos, a trajetória do preço do milho pressiona os custos de produção de proteína animal. Na bovinocultura de corte, es- pecialmente para quem confina ou usa estratégias de suplementação pesada como o confinamento em pasto, o milho grão é o carro-chefe como fonte de energia para o ga- nho de peso. No entanto, há uma gama de alternativas que permitem ao criador reduzir a necessidade do cereal e o solavanco no caixa da fa- zenda. Trata-se da nutrição basea- da em alimentos similares à maté- ria-prima, de recursos alimentares não convencionais, de estratégias de colheita de silagem de cereais, de enfatizar o ganho de peso a pasto e até mesmo de alterar a forma de comercializar os animais.

Alimentos energéticos alternativos

Entre os ingredientes convencio- nais que podemos usar temos:

1. Sorgo: O sorgo tem cerca de 90% do valor energético do milho. Por isso, se custar, no mínimo, 10% a menos, já é uma boa alternativa. O alimento, que deve ser usado obriga- toriamente moído, pode substituir totalmente o milho usado na dieta, ...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!