Prosa com Teia Fava

Ideias que dão certo

Prosa

Pecuarista, empresária e diretora da Acrimat na Região Médio Araguaia [email protected]

S empre tive trauma em ver alguns produtores darem “toco” em bezerros na desmama dentro do curral. Algumas vezes, os filhos ficam dois ou até três dias para “desencanar” de suas mães. Nunca consegui seguir essa regra e, por consequência, tive grandes problemas de vacas “engarranchadas” nas cercas ou de bezerros amanhecerem no outro lado da fazenda, depois de vazarem várias cercas, mamando, lindos e felizes, em suas mães. Por sua vez, elas também estavam felizes, mas acredito que, se pudessem me contar, diriam que estavam cansadas de amamentar e loucas para eles (os filhos) seguirem suas vidas! Um dia, ao passar pelo corredor central da fazenda que dá acesso ao curral, pensei em fazer uma desmama diferente: colocar as matrizes de um lado e os filhos de outro para ver o que aconteceria, já que não precisariam ficar tão longe assim uns dos outros. Na manhã seguinte, ninguém na estrada. Nenhum bezerro mamando e nenhuma mãe “engarranchada”. E não é que parece que tinha dado certo? Os bezerros ficaram beirando a cerca, mas calmos. Com eles, colocamos três madrinhas paridas com crias de outra idade, as quais apelidei de tias. A meu ver, isso apaziguava os coraçõezinhos deles, já que tinham a proteção de um adulto ao seu lado. Três ciclos depois, em 2020, meio que morando na fazenda devido à pandemia, pude fazer o experimento mais completo, pesando-os ao desmamar e também oito dias após, quando seguiriam ao seu pasto definitivo. O controle foi realizado somente com as fêmeas, pois, desta vez, vendi os machos imediatamente após o desmame. Fique impressionada com os resultados. Como já vinham...

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