Na Varanda

A sempre atual questão da sucessão

Na

Francisco Vila
Economista e consultor internacional [email protected]

Como já notaram, não falo de sucessão familiar há um bom tempo. Pois vamos tratar do assunto numa visão mais ampla. Mas, antes disso, vamos lembrar de algumas teses de trabalho. Primeiro, a sucessão no agronegócio tem pouco a ver com a complexa problemática da herança. O motivo? Por enquanto, o atual dono continua gerenciando a fazenda, provavelmente por uns bons anos ainda. Segundo, a sucessão pode envolver o tradicional filho mais velho, ou os outros filhos e, naturalmente, as filhas que pertencem ao grupo de pessoas que representam metade da população. Além disso, a sucessão tem a ver com o negócio, e não com as pessoas! Terceiro, o importante é manter o business em funcionamento, seja ele de cria, engorda, ciclo completo ou misto com plantio de grãos ou floresta (ILPF). Isso requer uma adaptação contínua às mudanças do mercado e à evolução de diversas tecnologias que impactam no processo produtivo. Sob essa ótica, pode ser perfeitamente o filho do nosso gerente ou um técnico contratado no mercado que tratarão da continuidade da exploração do patrimônio familiar. Já ficou patente que, na questão da sucessão, o foco muda das pessoas (atual dono ou um dos filhos) para o negócio. Existem várias razões para isso, mas a mais relevante parece ser a da crescente longevidade. As pessoas, quando falam da produção rural, normalmente pensam na nobre função de alimentar o mundo. Porém, ao analisar de forma mais profunda os motivos do produtor, vamos descobrir que ele trabalha, arrisca e investe para assegurar o sustento da sua família. O bem-estar do mundo ocupa o segundo lugar. Assim, é importante (e diferente do passado) analisar a influência da...

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