Caindo na Braquiária

Cruzamento rotacional

Caindo

Alexandre Zadra
Zootecnista
[email protected]
www.crossbreeding.com.br

Disse-me o criador Carlos Justiniano, de Iguatemi/MS: “Quando me deparei, pela primeira vez, com o resultado do cruzamento rotacional, percebi os benefícios de gerar heterose com adaptabilidade”. Aproveito então essa máxima supracitada acima pelo Carlos para responder mais duas dúvidas enviadas pelo Giro do Boi, dando sequência à série de perguntas e respostas que abordaremos nesta e nas próximas colunas: 1. Como fazer cruzamento rotacional e terminal com gado britânico, continental e bimestiço? Renato Moura, de Belo Horizonte/MG. As fêmeas das raças britânicas foram selecionadas para produzir um bezerro por ano, emprenhar cedo e ter boa habilidade materna, sendo ótimas mães. O cruzamento rotacional, onde retemos as fêmeas do cruzamento para reposição do plantel de matrizes no Brasil tropical, exige que sempre usemos raças em que a filhas precisam apresentar pelo curto. Se as fêmeas base forem zebuínas, devemos, então, usar o Angus ou Hereford para produzir a F1. Partindo dessa fêmea ½ sangue europeu, recomendamos que se use sobre ela um taurino adaptado (Senepol ou Caracu). Caso se decida pelo uso de uma raça zebuína sobre essa novilha F1 britânica, devemos tomar o cuidado em selecionar touros zebu que gerem bezerros pequenos ao nascimento, evitando distocias. Na sequência, sobre essa fêmea ¾ zebu, temos duas opções: ou usamos sêmen de uma raça europeia ou de raça taurina adaptada. Se usarmos o europeu nessa ¾ zebu, produziremos uma fêmea ⅝ europeu. Essa fêmea ⅝ europeu é ideal para o Sul do País, que possui, de maneira geral, um verão quente e seco e um inverno frio e úmido, pois, por ser ⅝ europeu, o animal possui um pe...

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