Brasil de A a Z

Índices X Pecuária de precisão

Brasil

William Koury Filho Zootecnista, mestre e doutor em Produção Animal, jurado de pista de Angus a Zebu e proprietário da Brasil com Z – Zootecnia Tropical

Caros leitores, acompanhando os debates sobre genética nas lives e em grupos de WhatsApp neste primeiro trimestre de 2021, fui inspirado a escrever, mais uma vez, sobre os tais índices de seleção praticados nos programas de melhoramento. Parece existir um grande desconforto dos criadores – pelo menos, dos que entendem sobre avaliações genéticas e genômicas. Até os pesquisadores alertam sobre a limitação na utilização dos índices de forma generalizada nos debates. Você deve estar se perguntando: se os índices apresentam essa limitação, então por que são tão utilizados e valorizados pelo mercado? A resposta é simples: porque não existe outra forma de definir um rumo geral de seleção para rebanhos participantes de um programa de melhoramento genético. Além disso, o Ministério da Agricultura (Mapa) exige que cada programa apresente um índice para avaliar o progresso genético. Quanto ao mercado, o homem tende a buscar o conforto naquilo que dá menos trabalho. Os índices buscam uma solução única para este imenso Brasil e suas grandes diferenças, mesmo que, na realidade, cada rebanho tenha suas particularidades. Mas o que são índices de seleção? É uma ponderação de diferentes características. Comparando com adubação, é como pegar uma fórmula de mistura de nutrientes comercial generalizada e utilizar na propriedade. O Super simples ou Superfosfato simples (SPS), por exemplo, é um fertilizante mineral que apresenta a maior amplitude de oferta no mercado. Em linhas gerais, apresenta de 18% a 21% de fósforo (P), 16% de Cálcio (Ca) e entre 10% e 12% de Enxofre (S). Outro ex...

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