Matéria de Capa

ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA ÀS ”MÁS INQUILINAS”

Mercado aquecido e custos em ebulição exigem maior assertividade no descarte das fêmeas que não pagam suas contas com um bezerro ao ano

Ivaris Júnior
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Em um momento em que a reposição está bastante difícil, “pela hora da morte”, com bezerros a R$ 2,5 mil e a arroba do boi gordo beirando os R$ 300,00, o processo de descarte de matrizes ganha relevância no sistema e, portanto, pode trazer muitas dúvidas. Trata-se de oportunidade para aprendizado, tanto para o criador da pecuária seletiva quanto para o da comercial. Mas antes de decidir qual o melhor destino para as vacas que não emprenharam, é preciso entender o cenário posto. O valor da arroba está alto e a demanda por carne bovina está firme em função das exportações e do mercado interno que, mesmo com as dificuldades econômicas, ainda consome carne bovina. Contudo, as margens estão muito apertadas para os pecuaristas, sejam eles de cria ou de engorda, pois os insumos da atividade estão valorizados basicamente devido à alta do dólar e de commodities como milho e soja, além de outros itens importados. Para Argeu Silveira, diretor técnico e consultor da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) – entidade responsável por programas de melhoramento genético de grande credibilidade no mercado –, “o certo é que o destino correto das vacas descartadas está muito ligado ao ambiente comercial do produtor. Ele pode realizar a terminação rapidamente, em confinamento, ou em regime de pastejo. E pode, ainda, comercializá-las para a engorda de terceiros”. Isso dependerá da melhor oportunidade de negócio e das condições para o melhor proveito da infraestrutura da fazenda. São essas contas que definem. O importante é salientar que o descarte é decisivo para a evolução genética, assim como para a saúde financeira do negócio. Vaca vazia no gancho gera caixa e ...

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