Leite

Desafio à luz do conhecimento e da GESTÃO

Descarte errado coloca em jogo as gerações subsequentes e compromete os principais indicadores de eficiência da propriedade leiteira

Yago Machado da Rosa¹ e Maíza Scheleski da Rosa²

Os problemas na reprodução, normalmente, são os primeiros que vem à mente quando falamos em motivos para o descarte de matrizes leiteiras. E, realmente, são. Ser pouco criterioso nesse momento coloca em jogo as gerações subsequentes e pode comprometer, a médio e longo prazo, os principais indicadores de eficiência da propriedade. E uma decisão Além disso, coloca em risco o retorno econômico sobre investimentos já realizados, uma vez que as vacas não descartadas podem levar à frente características indesejáveis e de alta herdabilidade. Grande parte das decisões é balizada pela baixa produtividade e pela idade avançada. Por outro lado, há escolhas involuntárias, motivadas por questões intrínsecas às fêmeas, como, por exemplo, as relacionadas à saúde do úbere. Ainda podem ser observadas seleções motivadas por questões reprodutivas ou problemas de aprumos.

Para diminuir ao máximo a margem de erro, primeiramente, é necessário levar em consideração o histórico reprodutivo do animal, tendo em vista a exclusão dos que elevam os custos da reprodução ou que apresentam doenças crônicas que dificultam a prenhez. Para isso, é preciso medir sua eficiência reprodutiva, ação baseada em registros históricos, com perguntas como: essa fêmea apresenta cio? Quantas doses de sêmen utilizei para confirmar sua prenhez? Ela abortou? Como foi seu pósparto? No entanto, há uma pergunta anterior a essa, primordial para ampliar os índices de assertividade no descarte: dei as condições adequadas para que ela emprenhasse? Se sim, haverá, então, a possibilidade de avaliar com clareza suas deficiências para, enfim, perguntar- se: descarto ou não?! Para maximizar os acertos no momento da escol...

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