Sustentabilidade

Viramos a chave!

Liga do Araguaia alia produção e conservação na busca pelo equilíbrio social, ambiental e econômico da pecuária no Mato Grosso

Braz C. Peres Neto1 e
Raul Almeida Moraes Neto2

Todo pecuarista – tanto o que administra seu negócio na própria fazenda quanto aquele que o faz por meio de aplicativos e tabelas gerenciais enviadas à sede da empresa na capital – tem, na essência, a responsabilidade pelo equilíbrio do todo. Uma fazenda não é constituída apenas por pastagens, animais e currais; ou, ainda, apenas por sua floresta ou pó seu grupo de pessoas. Ela é a soma de tudo isso, funcionando organicamente rumo às suas metas, considerando, cada vez mais, a consciência de que os aspectos produtivos, conservacionistas e sociais precisam estar em harmonia e equidade.

A pandemia causada pela Covid-19 trouxe mais luz a essa necessidade. Nesse contexto, cresce o uso de novos conceitos, como o agroambiental, a bioeconomia e a conservação intensiva. Na essência, o que a pecuária sustentável busca, em 2021, é mostrar que há um olhar com o mesmo rigor para todos os fatores, com equilíbrio entre os aspectos sociais, ambientais e econômicos da atividade. Que há a preservação dos recursos naturais para atender às necessidades da sociedade e dos empreendedores sem comprometer o que se espera para as gerações futuras, sendo protagonizada pelo trabalho do produtor rural.

No médio Araguaia mato-grossense, por exemplo, região com uma biodiversidade particular, surgiu, há cinco anos, um movimento chamado Liga do Araguaia, para trazer materialidade ao conceito de sustentabilidade. Diferente de uma entidade com regras e estrutura específica, a aura de um movimento faz com que a governança seja agregadora, inclusiva e multiplicadora. Sua difusão de conceitos é realizada por meio de projetos específicos (box), motivando a prática sustentável no dia a dia.

O que une o grupo d...

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