Nutrição

Desafio de GIGANTES

Indústrias de nutrição animal apostam em tecnologia e na política do ganha-ganha para enfrentar os altos custos de matéria-prima

Ivaris Júnior
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Uma velha máxima diz que é nos momentos de crise que o bem se manifesta com o surgimento de grandes respostas a grandes questões. E, com certeza, o agronegócio nacional mostrou mais uma vez seu vigor, e não só manteve os brasileiros alimentados, como também gerou divisas ao País, ampliando suas exportações. Como resultado, impediu que o Produto Interno Bruto (PIB) caísse drasticamente em 2020 como o observado em importantes economias do mundo.

Um dos segmentos do agro que comprova essa força é o da produção de rações e suplementos minerais. Em 2020, ele bateu recorde e chegou a 81 milhões de toneladas comercializadas (em torno de 77 milhões de t de rações e 3 milhões para suplementação mineral). Quem informa - ainda sem números definitivos -, é Ariovaldo Zani, CEO do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). Segundo ele, “a produção de rações pode fechar 2020 com alta de 4,5% em relação a 2019. O resultado é bastante positivo, pois sinaliza ampliação de rebanho (oferta futura de produtos) e extensão da demanda por insumos”.

Neste início de ano, o setor continua estimulado pelos bons preços pagos pelo animal terminado e, principalmente, pelo desempenho positivo do setor exportador e a perspectiva de aumento na produção do setor de carnes, demonstrada pelo crescimento do consumo de alimento animal. Não à toa, o setor foi responsável pelo incremento de 6,3% na produção de rações e concentrados de setembro de 2019 ao mesmo mês de 2020, alcançando 4,4 milhões de toneladas, e de 6% na produção de ração e suplementos, chegando a 5,5 milhões de toneladas nos 12 meses de 2020.

Contudo, Zani projeta um 2021 desafiador com a possível retirada ou queda sig...

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