Manejo

Vale a pena dar mais uma CHANCE?

Manter vacas subférteis no rebanho perpetua genética subprodutiva em novas gerações e acarreta prejuízos em longo prazo

Vinicius de Anhaia Camargo1, Helena Xavier Fagundes2, Amir Gil Sessim3, Júlio Otávio Jardim Barcellos4

Para muitos, a decisão de descartar uma matriz se resume à sua condição ao final da estação de monta: se estiver falhada, será descartada; se estiver prenha, continuará na fazenda. Alguns ainda fazem a seleção antes do início ou logo após o final do acasalamento para avaliar a dentição e a saúde geral da vaca e, assim, definir se tem condições de passar por mais uma temporada. As duas ações são corretas, geram bons resultados e devem ser realizadas a cada ano. No entanto, o descarte pode ser mais do que isso. Com o cuidado necessário, pode gerar ganhos diretos e indiretos, e ser tão importante quanto a seleção de novilhas para a reposição. Por isso, todo produtor deve ter uma política de descarte definida e alinhada aos grandes objetivos da fazenda. O descarte de vacas falhadas ao final da temporada reprodutiva pode ser realizado no momento do diagnóstico de gestação, 30 dias MANEJO após a retirada dos touros ou da última inseminação quando não é feito repasse. É um manejo que tem um grande impacto na melhoria da fertilidade do rebanho, já que, se todas as vacas tiveram as mesmas condições, por que algumas estão prenhes e outras não? É um critério também que, se aplicado todos os anos, permite ao criador não só identificar e descartar as vacas inférteis, mas as subférteis, selecionando, ao final, somente as de maior fertilidade para seguir em frente. As vacas subférteis são aquelas às quais damos “mais uma chance” quando terminam a temporada vazias, e, eventualmente, ficam prenhas, deixando um bezerro a cada dois ou três anos. Elas são um grande problema quando falamos em fertilidade do rebanho, já que repassam sua genética às filhas ...

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