O Confinador

O peso das contas no cocho, no gancho e NO BOLSO

Expectativa de manutenção do custo de produção em alta durante o ano desafia confinador a rentabilizar a atividade mesmo com arroba firme

Thaise Teixeira
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O ano iniciou de vento em popa para a pecuária brasileira. Com a arroba batendo na casa dos R$ 300 e uma conjuntura apontando para de preços firmes no decorrer do ano, a garantia de retorno sobre o investimento estaria próxima da realidade de qualquer criador profissionalizado, não fosse ele um confinador. E não tivesse, como ele, sob a brutal pressão dos preços das suas principais matérias-primas: o boi magro, que corresponde a 75% do seu custo operacional, e a alimentação animal, baseada principalmente em soja, milho e seus subprodutos. A conta fica mais complexa quando a colheita da safra 2020/21 de soja tem volume incerto por conta de excesso de chuva em algumas regiões e seca em outras. Também não há certeza quanto à oferta de milho safrinha colhido pouco antes do início da engorda no Centro-Oeste, já que os atrasos na colheita da oleaginosa podem estreitar a janela de plantio e prorrogar a colheita do principal insumo dos confinamentos. Com mercado também aquecido pelas exportações, a expectativa é de o criador não mais ver a saca de 60 kg de milho a R$ 51,99 nem a da soja a R$ 88,96 como apontaram as máximas de janeiro de 2020 pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea / Esalq). Mas, sim, preços partindo de R$ 81,62 para o milho e de R$ 154,70 para a soja, como indicaram os valores mínimos praticados em janeiro de 2021. Nem mesmo a freada nas cotações dos grãos verificada em dezembro de 2020 trouxe alívio, já que o preço pago pelo animal terminado também foi menor. De acordo com o Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMZV) da Universidade de Sã...

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