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Cadeia da carne bovina: uma visão do progresso e perspectivas futuras

Lucimara Chiari 1

A cadeia da carne bovina possui posição de destaque no agronegócio brasileiro, tendo representado, em 2019, 8,5% do PIB total do País, somando R$618,50 bilhões e respondendo pela geração de emprego e renda de milhões de brasileiros. Os números registrados nos últimos 15 anos não deixam dúvida, e demonstram a pujança dessa cadeia produtiva. Desde 2004, o Brasil destaca-se como maior player mundial no setor de carnes, exportando mais de 1 milhão de toneladas de equivalente carcaça (TEC)/ano. Este primado foi mantido, atingindo seu ápice em 2019, com 2,48 milhões de TEC exportadas. De 2004 a 2019, o número de abates de bovinos no País passou de 25,94 para 32,45 milhões de cabeças, indicando um aumento de 25% no volume e uma elevação no desfrute. No mesmo período, o rebanho bovino teve ligeiro aumento de 204,51 milhões para 213,68 milhões de cabeças, ou seja, mais 4,5%. Quanto ao peso total produzido de carcaças, o aumento foi de 39%, passando de 5.906 milhões para 8.219 milhões de toneladas, sendo que o peso por carcaça aumentou de 228 kg para 253 kg, indicando uma melhoria na eficiência de produção de carne.

Vale salientar que todo esse incremento se deu sem a necessidade de aumentar a área de produção. Dados oficiais, no período abrangente entre os Censos Agropecuários de 2006 e 2017, comprovam que a área de pastagens praticamente não mudou, passando de 160 milhões para 159 milhões de ha. Entretanto, houve um aumento significativo de 10% nas áreas com pastagens plantadas em detrimento das áreas com pastagens naturais, que diminuíram 18% no período. Os índices indicam maior investimento em tecnologia e apontam que parte das áreas de pasto natural tenha sido incorporada a níveis mais elevados de produtividade. Outro indicativo da melhoria na eficiência de produção de carne no País é que, nesses 15 anos, a porce...

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