Caindo na Braquiária

Fim das pequenas propriedades?

Alexandre Zadra Zootecnista
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www.crossbreeding.com.br

Quando uma afirmação me é dirigida por um ou dois sicofantas já de reputação duvidosa, não costumo questionar, muito menos usar meu tempo para discussões a respeito. Por outro lado, sinto- -me um privilegiado ao ler monografias e artigos de pesquisadores com informações fundamentadas sobre assuntos diversos. Foi em uma das crônicas de Francisco Vila, economista que vem estudando o movimento do agro, e que considero um guru e conselheiro, que li pela primeira vez que, “num futuro próximo, 50% das pequenas propriedades sumirão com a provável concentração de terras nas mãos dos grandes grupos”. Tal afirmação tem se tornado um mantra entre os estudiosos do assunto. Como um pequeno produtor, procurei ler a respeito desse movimento na comercialização de terras, abordagem que creio ser de interesse dos leitores desse nobre espaço, e vou resumir alguns aspectos que abrangem a questão.

Vamos iniciar com um pouco da histórica distribuição de terras virgens (Sesmarias) na época do Brasil Colonial, onde remontamos o ano de 1534, com as primeiras terras doadas pelo 1º capitão donatário, Martin Afonso de Souza. Dessa forma, as capitanias hereditárias seriam divididas para melhor ocupação da colônia. Com as terras sendo herdadas entre os filhos que formavam suas famílias ali mesmo, podemos dizer que houve, na época, uma reforma agrária natural. Com terras de proporções descomunais, os chamados latifúndios, vimos o “Coronelismo” proporcionar alguma distribuição num processo hereditário. Ainda sobre o nível de concentração de terra no Brasil, o País possui 5,6 milhões de imóveis rurais segundo o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do INCRA. Eles ocupam 60% da área total do Brasil. Existe uma desigual distribuição da terra em nosso País, ou seja, há um enorme número de pequenos proprietá...

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