Do Pasto ao Prato

Na batida do MARTELO:
Touros de central em pista

Gestão sanitária e nutricional sob o foco do Bem-Estar eleva eficiência reprodutiva das matrizes e estabelece círculo virtuoso contínuo entre evolução zootécnica e lucratividade

Fernando Velloso Médico-veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha – www.assessoriaagropecuaria.com.br

É final de outubro quando redijo este texto, e é quase final da temporada de primavera de leilões Sul do Brasil. De setembro a novembro, concentram- se muitos remates de reprodutores taurinos, e já podemos comemorar os ótimos resultados obtidos em praticamente todos os leilões realizados. Antes de a temporada iniciar, falávamos, meio acanhados, na expectativa de R$ 10 a R$ 12 mil para um touro. Hoje, falamos em R$ 15 a R$ 20 mil sem medo da reação de surpresa do comprador. O mercado nos ajudou e, junto da temporada, veio a suba contínua dos preços do terneiro e do boi gordo. A cada semana ou quinzena, tínhamos que recalibrar o nosso cálculo do valor do touro baseado na referência de 1.500 kg a 2.000 kg de novilho. Conforme dados do NESPro (UFRGS), iniciamos agosto com preços médios do boi gordo (RS) em torno de R$ 6,80, e estamos terminando outubro próximos ou acima de R$ 8,00. Em relação aos preços de terneiros foi o mesmo: partimos de valor próximo de R$ 7,00 e, hoje, superamos a casa dos R$ 10 ou R$ 11 com muita frequência. Que boa onda pegamos bem no momento de vender os touros.

Dentro da temporada temos outro fenômeno muito positivo: a crescente venda de touros para centrais de inseminação ou para coleta de sêmen por pecuaristas. Vou tentar revisar alguns aspectos sobre a venda deste produto que gera tanta curiosidade e é meta para tantos vendedores de touros. O que era um fato raro e muito comemorado passou a ser quase rotina nos bons leilões: a venda ou a contratação de um touro pelas centrais de...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!