Reportagem de Capa

FRONTEIRA aberta

Cruzamento industrial de zebuínos e taurinos é alternativa para acelerar ciclo, intensificar produção e agregar valor à carne brasileira

Laura Berruti e Thaise Teixeira [email protected] e [email protected]

O Brasil nunca exportou tanta carne bovina in natura como em 2020. Só nos primeiros oito meses do ano, o País enviou 1,1 milhão de toneladas por US$ 4,8 bilhões ao mercado internacional, um recorde absoluto na série histórica do Ministério da Agricultura (Mapa) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O número é tão expressivo que está próximo à totalidade exportada em 2016, quando as vendas totais (carne in natura e industrializada, miúdos, preparações, ossos e suas farinhas, gorduras e extratos, dentre outros) chegaram a 1,348 milhão de t. O valor médio de US$ 4.329 por tonelada, registrado de janeiro a agosto, é o maior nos últimos cinco anos. Disposta à guerra, a China paga exatos US$ 4.770 pela tonelada do produto brasileiro, um valor 10,2% acima da média geral. Não à toa, segundo o Mapa, este ano, já foram embarcadas 529 mil t para lá, praticamente metade da totalidade vendida ao exterior, sem contar as aquisições de Hong Kong, que somaram 144,3 mil t, no mesmo período, para também alimentar os chineses. Com a demanda internacional aquecida e o crescimento das aquisições do gigante asiático, especialmente da carne de novilhas de até 30 meses, o pecuarista brasileiro passa um momento único, mas não só pela demanda internacional aquecida e pela valorização da arroba no mercado doméstico. A consolidação do Brasil como maior fornecedor mundial de carne bovina se dá num momento de reestruturação da pecuária, que vive intensa competição por terras (em crescente valorização) com a agricultura e a necessidade de se profissionalizar e tecnificar urgentemente para sobreviver no mercado.

Neste cenário, ser eficiente ...

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