Sanidade

Controle SUSTENTÁVEL

Extratos vegetais podem ser fonte para antiparasitários com menor impacto na contaminação do meio ambiente e dos produtos de origem animal

Ana Carolina de Souza Chagas 1

O carrapato bovino, cujo nome científico é Ripicephalus (Boophilus) microplus, parasita principalmente os bovinos, mas pode esporadicamente parasitar outros animais, tais como equinos e ovinos. Os carrapatos e as doenças causadas pelos agentes que eles transmitem encontram-se amplamente distribuídos, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais. Estima-se que 80% da população mundial de bovinos esteja infestada por carrapatos. Esses parasitas causam prejuízos da ordem de milhões de dólares anuais aos pecuaristas no Brasil, em razão da intensa espoliação produzida pelo hematofagismo, transmissão de agentes patogênicos (que causam a conhecida “Tristeza parasitária”), danos no couro, gastos com acaricidas e medicamentos veterinários, perda da produtividade do rebanho e morte. Além disso, podem ocorrer problemas de saúde pública e restrições comerciais por conta da presença de resíduos de carrapaticidas no leite e derivados. O controle desse carrapato é realizado utilizando-se produtos carrapaticidas de forma intensa e, muitas vezes, sem orientação técnica. Essa situação tem garantido o rápido aparecimento de populações de carrapato resistentes aos carrapaticidas disponíveis comercialmente. Como não se alcança a eficácia desejada, o produtor se depara com prejuízos econômicos na atividade. A dependência de poucas bases químicas carrapaticidas disponíveis no mercado, aliada à sua má utilização, levou à dispersão generalizada da resistência, chegando-se ao ponto em que a maioria dos produtos comerciais no Brasil não apresenta eficiência superior a 75%. Durante as últimas décadas, a resistência a pesticidas tem sido o problema técnico mais importante encontrado nos programas de controle de vetores ...

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