Genética

Ponto de EQUILÍBRIO

Planejamento e escolha genética com foco em desempenho e em facilidade de parto diminuem perdas no uso da matriz precoce F1 para reprodução

1Tiago Carrara

Temos vivido tempos virtuosos no agronegócio em que a valorização da arroba tem estimulado o pecuarista a dar o seu melhor e ser cada dia mais eficiente. Além desse estímulo de valorização do mercado, outros aspectos como diminuição da margem e exigência maior do consumidor por uma carne de melhor qualidade tem incentivado para essa maior eficiência produtiva. E o emprego de tecnologias tem sido a escolha dos pecuaristas para promover esse incremento.

Um ótimo exemplo de tecnologia aplicada é o cruzamento industrial, em especial o de touros da raça Angus acasalados com matrizes da raça Nelore. Baseado em dados divulgados pela ASBIA, estima-se que irão nascer mais de 2,5 milhões de animais meio sangue Angus/Nelore somente em 2020. O produto obtido, chamado popularmente de F1, traz os benefícios de ambas as raças, como ganho em peso, precocidade, qualidade de carne e adaptação. Tudo isso com um bônus fornecido pelo efeito da heterose, que faz com que os filhos produzam mais que a média de seus pais.

Ocorre que o efeito da heterose é inversamente proporcional à herdabilidade da característica, ou seja, seu efeito é maior em características mais influenciadas pelo ambiente onde o animal é criado. Por isso, quem faz cruzamento industrial pensando apenas em ganho em peso não tem dimensão do que esses animais são capazes de produzir quando o assunto é adaptação, sobrevivência e reprodução.

Ao perceber esta fortaleza, diversos pecuaristas optaram por utilizar a fêmea F1 como matriz em seu sistema produtivo, já que são animais com capacidade de, entre 12 e 14 meses de idade, chegar no peso adequado para entrar em estação, estar púbere e alcançar excelentes resultados de prenhez. A escolha não os impede...

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