Santo Capim

Prepare-se para o desafio da transição SECA/CHUVA

Parte II

Adílson de Paula Aguiar
Zootecnista, professor de pós-graduação na REHAGRO e na FAZU, consultor associado da CONSUPEC e investidor na pecuária de corte e de leite

Dando continuidade ao artigo sobre o período de transição seca/chuva, vamos às ações para as quais o pecuarista precisa estar preparado para a transição 2020/2021:

Para os que vão estabelecer pastagens, recomenda-se que as espécies e os cultivares forrageiros já tenham sido escolhidos; que as sementes já estejam armazenadas na fazenda; que a análise de seu valor cultural já tenha ocorrido em laboratório independente e tenha sido comparada com a garantia da empresa para evitar surpresas desagradáveis e dissabores. Também é importante que a taxa de semeadura já esteja calculada; que as máquinas, os implementos e os veículos tenham sido revisados; que a equipe executora esteja treinada e o solo preparado, ou que esteja tudo pronto para a dessecação da vegetação para plantio direto (plantio na palha). Ainda deve-se ter a infraestrutura de suporte ao manejo da pastagem (módulos de pastoreio, cercas, aguadas, cochos etc.) pronta ou com sua manutenção em dia para aproveitar ao máximo o melhor período de produção do animal em pasto.

Se houve erros no manejo decorrentes do subpastejo e, agora, o pasto está com sua estrutura comprometida, desuniforme, entouceirado, com muitos talos nas touceiras, e com perfilhos aéreos nesses talos, esteja preparado para roçar o pasto e acertar a sua estrutura. A primavera, de outubro a dezembro, na região onde estamos trabalhando, é a melhor estação para roçar pastos.

Se o controle de plantas infestantes for realizado por pulverização foliar, a primavera chuvosa é a melhor estação para a pastagem responder com vigor à eliminação da competição por fatores de crescimento, luz, dióxido de carbono, água, nutr...

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