Caindo na Braquiária

Tapete vermelho para a primípara

Alexandre Zadra
Zootecnista
[email protected]
www.crossbreeding.com.br

Sempre que chego no Nortão (norte do MT) vejo mudanças importantes na relação ao uso das terras e suas aptidões naturais. Me recordo quando estive em Juara pela primeira vez em 2004. O que se via era mata e vaca, sendo que o comercio de madeiras e bezerros eram as principais atividades da região.

A nova incursão que fiz em Juara em plena pandemia da COVID me surpreendeu pela substituição das áreas que outrora eram usadas pela pecuária tradicional por lavoura pelo uso da ILP (Integraçao-lavoura- pecuária).

Acompanhado do veterinário e consultor Adriano Pires, o Branco para os mais amigos, iniciamos a semana visitando a fazenda Palmar de Ricardo Ossani, catarinense de fibra que desde jovem com a morte prematura de seu pai, teve que assumir a gestão da propriedade localizada na região conhecida como “Baiana”. A Palmar produz soja, milho e ainda trabalha com madeira advinda de projetos de manejo florestal.

Logo que chegamos vi que seria uma ótima visita de aprendizados. A cerca elétrica de dois fios, esticada em isoladores que abraçam simples vergalhões, demonstra a praticidade que deve imperar numa propriedade que busca lucro com a pecuária.

A Palmar alimenta o gado usando pastagens perenes de panicum, reformados de tempo em tempo com soja e milho, bem como pastagens de inverno de b.ruziziensis formadas nas áreas de lavoura para uso intensivo entre maio e setembro, suplementando ainda o gado com silagem de capim + 1% do Peso Vivo de concentrado (dieta proteico energética).

Esse é 1º ano de produção de bezerros F1 Angus no pé das primíparas, aonde essas jovens matrizes vem sendo suplementadas desde quando foram desmamadas, sendo mantidas nesse ótimo regime de ganho até que emprenhem pela 2ª vez.

O que também nos chamou muito a atenção foi a...

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