Sanidade

Marinheiras DE PRIMEIRA VIAGEM

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Novilhas precoces tornam-se mais sensíveis a desequilíbrios reprodutivos e sanitários ao ter de procriar durante fase de crescimento

Lucas Ribeiro 1 e Olavo Bottino 2

A pecuária brasileira possui o maior rebanho bovino comercial do mundo com aproximadamente 220 milhões de cabeças, das quais mais de 80% são zebus ou azebuados. Ainda que a chegada significativa da principal raça pertencente a essa subespécie tenha sido há pouco mais de 50 anos, sua ótima adaptação ao ecossistema do País, sua rusticidade, seu bom desempenho na conversão de capim em massa corporal e sua rentabilidade a permitiram proliferar rapidamente e povoar praticamente todo o território nacional.

As matrizes zebus têm o período gestacional mais longo (aproximadamente 285 dias) entre todas as raças. Como não há solução biotecnológica para alterá-lo, o caminho encontrado por criadores foi buscar fêmeas precoces com maturidade sexual e capacidade de emprenhar com idade inferior à média. Com o uso das biotecnologias e da genética em equilíbrio com a nutrição e a sanidade, conseguiram que as novilhas zebuínas atingissem a puberdade antes dos 14 meses e chegassem ao primeiro parto com apenas 20 meses enquanto a maioria das fêmeas entraria no primeiro serviço aos 24 meses. Esse ganho nos permite dizer que, em sua vida produtiva, a vaca produzirá um bezerro a mais e eliminará uma categoria do ciclo, a de novilha de recria.

As fêmeas precoces prenhas sofrem maior desafio por estarem em fase de crescimento com a incumbência de manterem seu desenvolvimento e o do feto, sendo sensíveis a qualquer desequilíbrio. Por isso, gestor da fazenda deve ter consciência do quão desafiador é lidar com elas. Isso também o obriga a redobrar a aten...

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