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Saúde única: a saúde do seu rebanho não é só “DELE”

Paulo Duarte Cançado1 , Aiesca Pellegrin2 e Eliane Piranda3

Desde os primeiros escritos de Hipócrates, há quase 2,5 mil anos, a saúde das pessoas e dos animais é relacionada. Na década de 1940, surgiu o conceito de “Uma Medicina”, em que a saúde não era tratada de forma isolada, mas integrada ao homem, aos animais e ao ambiente no qual eles viviam. Entretanto, esse conceito ficou em segundo plano diante dos avanços técnicos e científicos voltados para o paciente ou para o rebanho (no caso de ruminantes de produção)

Entretanto, nos últimos 15 anos, a abordagem ganhou força e se modernizou, sendo, hoje, chamada de “Saúde Única” (One Health, em inglês). Saúde Única é um modo de olhar para saúde de maneira ampla, no qual se consideram consequências contínuas de causa e efeito interdependentes entre ambiente, humanos e animais, que englobam desde a segurança alimentar até o bem-estar de pessoas e animais. De forma simplificada, Saúde Única promove uma abordagem unificada para todas as questões que envolvem as saúdes humana, animal e ambiental.

A iniciativa é baseada em um tripé no qual se considera um ambiente saudável, com animais saudáveis e pessoas saudáveis. Assim, os fatores ambientais, de bem -estar, sociais, econômicos e até culturais devem ser considerados e tratados quando se fala em Saúde Única. Não se tem o indivíduo como foco, mas sim a interação de todos os fatores.

Neste artigo, ao se utilizar a cisticercose como exemplo, apresenta-se o tema Saúde Única e como esse conceito pode influenciar na produção e na comercialização de produtos de origem animal.

As perdas econômicas decorrentes da cisticercose são de amplo conhecimento dos pecuaristas, e, muitas vezes, a identificação de animais positivos, pelos Serviços de Inspeção Oficiais, demonstra a concentração de casos em algumas propriedades ou em municípios espec...

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