Entrevista do Mês

No compasso do vírus

Entrevista

A execução do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) do Ministério da Agricultura (MAPA) passará por reavaliação após a pandemia da Covid-19. No entanto, a meta para retirada da vacina contra a doença das quase 215 milhões de cabeças de gado do Brasil (IBGE, 2019) continua mantida para 2026. Segundo o chefe da Divisão de Febre Aftosa do MAPA, Diego Viali dos Santos, a suspensão da imunização está atrelada à conclusão das ações previstas, cuja velocidade deve variar de uma região para a outra, principalmente após a pandemia


Laura Berrutti
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Revista AG – Com a retirada antecipada da vacinação contra a febre aftosa no Paraná e no Rio Grande do Sul, como fica a previsão para os estados cuja última vacinação estava prevista para 2021 conforme o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA)?

Diego Viali- A previsão para os estados restantes dependerá da execução das ações constantes no Plano Estratégico, pois a ampliação gradativa de novas zonas livres de febre aftosa sem vacinação até 2026 tem como pré-requisito a conclusão das 102 ações previstas, sendo 42 em âmbito estadual. Essas ações são importantes, visam substituir a garantia conferida ao patrimônio brasileiro pela vacinação até o presente, entre elas, por exemplo, está o estabelecimento de condições mais adequadas para uma detecção precoce e rápida resposta do serviço veterinário oficial na eventualidade de reintrodução do vírus da febre aftosa no país. Devido à ocorrência da Covid-19, serão necessários ajustes no calendário inicialmente proposto, uma vez que diversas ações do Plano apresentam, em decorrência da pandemia, atra...

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