Sobrevoando

Programa

Toninho Carancho
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Estes dias, fui surpreendido com uma notícia que me deixou triste. A morte do Sérgio Assumpção de Toledo Piza, o fundador da Programa Leilões, entre outras coisas de grande importância.

Eu o conheci pessoalmente apesar de não fazer parte de seu convívio, lá nos idos do início da década de 1980, na então pujante, vibrante, excitante Exposição de Londrina, no Paraná. Bons tempos aqueles.

O Sérgio Toledo Piza era um cara imponente, uma figura bem apessoada (não sei se não dá prisão falar assim hoje em dia...), alguém de grande importância naqueles tempos. E foi. E foi mais, foi importante para todos os tempos. Foi alguém à frente do seu tempo, um inovador, um visionário, um empreendedor ousado.

Pioneiro nos leilões fora do Rio Grande do Sul, onde o Trajano Silva foi o pioneiro e, depois, subiu para o Paraná e para São Paulo, onde fez leilões junto com o Sérgio Toledo Piza.

Mas o Sérgio Piza (vou chamar assim para facilitar, mas não tinha intimidade nem idade para tal) foi além. Ele estava em São Paulo, a nossa capital brasileira dos negócios, e, de lá, ele foi abrindo filiais da Programa pelo interior do estado de SP e, também, pelo Paraná, além de outras cidades em outros estados brasileiros. E mais, ele foi dos pioneiros, junto com o Fausto Crespo no RS, a fazer leilões televisionados. E ainda mais, foi ele, Sérgio Toledo Piza, quem desenvolveu, promoveu e executou os ditos Leilões Show. Começou com o Mangalarga, passou para o Árabe e, depois, para o Nelore. Leilões regados a Scotch, que Whiskey é coisa de pobre (acho que não dá pra falar isso também...), com purpurina, com música alta, com glamour, em pleno Maksoud Plaza, que era o hotel número um de São Paulo. Ele revolucionou.

Transformou o mercado e teve seu nome levado ao Panteão dos leiloeiros. Se não existe tal lugar, deveriam fazê-lo e colocá-lo junto ao também finado, querido, visionário e pioneiro Trajano Silva.

Fica aqui a minha singela – e, também, um pouco emocionada – palavra sobre o Sérgio Toledo Piza. Valeu! Muito obrigado! Fica com Deus!

Além de tudo isso, Sérgio deixou um seguidor do seu legado, o Paulinho.

Este cara, com certeza, foi (e talvez ainda seja) o pisteiro número um do Brasil, com folga. Não deve ter um ranking de pisteiros, mas ele é o grande mestre com certeza.

Começou como freelancer fazendo leilões em Bauru (SP). Depois, foi trabalhar no Bradesco, onde poderia estar até hoje se não tivesse aceito a proposta do Sérgio Piza para voltar a trabalhar na Programa. Saiu do Bradesco meio dividido, não sabia se tinha feito a coisa certa. Pelo jeito fez.

Eu acompanhei um pouco do trabalho do Paulinho, via ele voando naquelas escadarias do Abdelkarin Janene, numa agilidade de atleta de decatlo. Incansável, imparável, um dínamo.

Hoje, o Paulinho é o Paulo Horto. Comprou a Programa nos anos 80 e continuou o trabalho iniciado pelo Sérgio Piza.

Continuou e melhorou, ampliou. Comprou a Remate, empresa leiloeira com foco no Nelore de Elite, a nata. Quando a Programa comprou a Remate, aí, meu amigo, a coisa ficou grande. E segue hoje a todo o vapor. Com o mesmo dinamismo de sempre (notem que não disse com a mesma agilidade...) e vontade de fazer mais e melhor.

Então, aproveito este texto em homenagem ao grande Sérgio Piza também para saudar o meu amigo Paulinho. Grande abraço meu amigo, segue em frente que temos muitos leilões pra fazer.