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Vitamina D também para o gado

DSM/Tortuga lança suplementação vitamínica com impacto direto no ganho de peso, no rendimento de carcaça e na produção de vacas leiteiras, conforme explica o diretor global de Inovações da área de Ruminantes da DSM, Luis Fernando Tamassia

Revista AG – A DSM/Tortuga acaba de lançar o HyD, uma nova suplementação de vitamina D para o gado. Qual sua função?

Luis Fernando Tamassia - O HyD entra para otimizar a suplementação vitamínica com vitamina D porque, para cada época do ano e para cada categoria animal, temos que ter produtos para ajustar a performance. Uma das coisas que entram nestes suplementos é, por exemplo, a parte vitamínica. Dentro disso, a vitamina D tem um papel extremamente importante porque ela não é só boa para os animais, mas para os humanos também. Ela melhora o metabolismo de cálcio e de fosforo, melhora a estrutura óssea, ativa os mecanismos de defesa do organismo.

Revista AG – Este produto é indicado para qual fase do ciclo?

Tamassia - A vitamina D tem um papel importante para animais em crescimento ou de confinamento porque ativa alguns receptores nas células musculares e faz com que elas cresçam e se desenvolvam mais rapidamente, melhorando o desempenho da carne e da carcaça. Porém, quando entra no organismo, tem alguns gargalos. Quando passa pelo fígado, tem algumas limitações, pois ele não tem a velocidade de metabolização desta vitamina da forma que os animais precisam. O que nós fizemos? Criamos uma suplementação de vitamina D pré-metabolizada pelo fígado. Então, o órgão já entra de uma forma muito mais ativa, ajudando o organismo do animal a fazer todos os processos que eu acabei de comentar. Por isso, o HyD é um passo adiante e, com isso, muito mais eficiente do que uma vitamina D convencional.

Revista AG – Como foi o desempenho dos animais nos estudos realizados com o produto?

Tamassia - Nós temos um experimento bastante robusto para verificar o benefício do HyD no confinamento, realizado com a Unesp de Botucatu (SP) e liderado pelo professor Mario Arrigoni. Nestes estudos, verificamos que os animais sob ingestão do HyD apresentaram um ponto percentual a mais no rendimento de carcaça, de 54.9% para 55.9%. Isso é um ganho de carcaça muito grande. Baseado neste experimento, fizemos mais dois, também com a colaboração do professor Mario Arrigoni, mas em nosso centro de pesquisa. Um deles fizemos com animais cruzados e outro com bovinos da raça Nelore. E o que a gente encontrou foi que o rendimento de carcaça dos animais cruzados foi de 55,3% para 57,3%. O peso de carcaça também foi mais elevado, partindo de 342 kg para 368 kg. É um ganho de mais de 20 kg de carcaça. Sem o uso da suplementação, o pecuarista teria uma lucratividade 2,66% em 95 dias de confinamento. Com a tecnologia, a rentabilidade foi para 4,38%, o que significa muito dinheiro ao produtor.

Revista AG – E em relação à pecuária leiteira, quais os ganhos que vocês obtiveram?

Tamassia - A produção de leite demanda muitos nutrientes, principalmente cálcio e fósforo. Este processo normalmente costuma ter limitações. Quando ela pare, a glândula mamária começa a produzir leite e drena a quantidade de cálcio no sangue muito rapidamente. E, se ela não tiver um aporte de cálcio e de vitamina D, pode ter sintomas clínicos que podem levá-la à morte. O HyD entra para otimizar o metabolismo de cálcio, fazendo com que, no parto, a vaca tenha toda a condição metabólica para suportar aquele momento super desafiador. O HyD praticamente zera o risco de a vaca ter esses problemas e a deixa mais preparada para a lactação. E qual o retorno para o produtor? Dois quilos de litros de leite a mais por dia, resultado comprovado em pesquisas na Universidade da Florida (EUA), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e na Embrapa Gado de Leite. Ou seja, a gente prepara a vaca, ela pare bem e segue produzindo leite de uma maneira bem mais eficiente.

Revista AG – Na prática, qual o rendimento no bolso do produtor de leite?

Tamassia - A exemplo do que a gente comentou sobre rentabilidade no confinamento, no caso de leite, também fizemos esta avaliação. Em vacas leiteiras, o retorno do investimento do HyD é de sete para um. Ou seja, para cada R$ 1,00 investido o produtor obtém o retorno de R$ 7,00 de lucro líquido.