Genômica

A genômica nas raças “menores”: um caminho possível (Parte 2)

JOSÉ FERNANDO GARCIA Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (UNESP e AgroPartners) [email protected]

Na primeira parte deste artigo, apresentamos a situação da aplicação da genômica nas raças de corte “maiores”, como Nelore e Angus. Nesta segunda parte, discutiremos alternativas para acelerar a entrada de raças “menores” na era da genômica, visando ao aumento da quantidade e da qualidade da carne produzida no Brasil graças ao uso combinado de genômica funcional e de edição gênica.

As raças que aqui considero “menores” são aquelas que possuem populações registradas pequenas (se comparadas às “maiores”) e que, portanto, acabam tendo maiores dificuldades para a implantação de algumas tecnologias que dependem de grande número de indivíduos. Também as considero “menores” devido à sua menor participação quanto à disseminação de touros a campo, de comercialização de sêmen e, principalmente, do menor número de vacas puras em rebanhos comerciais. Com base nessa classificação, me atreveria a listar como raças e compostos “menores”: Braford, Hereford, Brangus, Senepol, Simental, Pardo Suíço, Brahman, Guzerá, Tabapuã, Devon, Santa Gertrudis, Bonsmara, Montana, Canchim, Caracu, Araguaia, entre tantas outras.

Por essas razões, muitas vezes, torna-se difícil a aplicação de um programa de melhoramento genético eficiente e eficaz nessas raças. Entretanto, a genômica, em suas vertentes mais recentes, pode permitir avanços importantes no melhoramento dessas raças.

Podemos destacar dois deles: a genômica funcional e a edição gênica. Apesar de ainda estarem “saindo do forno”, essas abordagens prometem causar impactos profundos no melhoramento genético, que gerarão novas oportunidades de negócios, principalmente para essas raças “menores”.

Nesta segunda parte do artigo, vamos falar da ge...

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