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Tecnologia para forrageiras leguminosas

Eduardo Hermann, proprietário da SG Nutri, fala de novas opções de sementes para pasto ou pré-secado

Revista AG – Quais foram as últimas mudanças no portfólio de sementes da SG Nutri?

Eduardo Hermann – Nos últimos anos, a gente trouxe um trevo de inverno, que está se adaptando muito bem à pós-colheita das lavouras de arroz irrigado. É um trevo anual que se chama Trevo-Persa Lightning. Na linha de sorgos, a gente vem diversificando para gramíneas de verão. Temos alguns sorgos forrageiros de verão registrados, que vão estar disponíveis para o próximo ano. Em 2018, trouxemos uma aveia de inverno chamada Elizabeth. Há dois anos, agregamos o azevém tetraploide, obtido por empresas internacionais que nos concederam licença para operá-lo no Brasil.

AG – Quais as características do Trevo-Persa Lightning?

Hermann – O novo trevo apresenta uma grande vantagem na áreas de arroz devido, principalmente, à ação residual de herbicidas utilizados para o cultivo do grão. É uma variedade que se adapta bem a regiões de solo úmido e tem crescido muito no uso de pré-secados combinados com azevém e alfafa. É uma pastagem anual que acompanha o ciclo do azevém. Por isso, proporciona um aumento na quantidade de proteína ao pré-secado, ampliando a qualidade do alimento do gado.

AG – Quais são as características da aveia Elizabeth?

Hermann – A aveia Elizabeth é uma gramínea de folhas largas que se adapta muito bem ao cultivo quando aliada ao sorgo. Se o produtor optar pela semeadura tardia de sorgo forrageiro, em janeiro, por exemplo, já poderá plantar aveia. Quando o sorgo estiver acabando, essa aveia começará a entrar em produção de pasto. A Elizabeth foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA).

AG – Quais as vantagens das leguminosas forrageiras para formação de pasto ou nos pré-secados?

Hermann – Entre as vantagens, primeiramente, está a tecnologia. Nosso produto é utilizado por clientes que buscam aprimorar sua técnica de semeadura. Com material mais protegido, a possibilidade de germinação e produção é maior. Acredito que sejamos a única empresa no Brasil a trazer sementes peletizadas, inoculadas e tratadas com fungicida.

AG – Como a empresa atende seus diferentes públicos?

Hermann – A legislação do Brasil não permite que as revendas abram as embalagens e fracionem os produtos. Por isso, diversificamos o tamanho das embalagens. A semente não peletizada, por exemplo, é vendida em pacotes de um quilo, cinco quilos e 25 kg. Os produtores de Santa Catarina, onde existe muito minifúndio e cooperativas de leite, estão comprando embalagens de um quilo. Outro diferencial, em termos de qualidade de sementes, é que somos a única empresa importadora de sementes leguminosas de inverno que utiliza câmaras frias para armazenar as sementes.

AG – O que a câmara fria agrega às sementes?

Hermann – As temperaturas elevadas fazem com que as sementes aumentem a sua atividade. Mesmo que estejam paralisadas, estão em atividade orgânica. A variação de temperatura pode aumentar essa atividade, ampliando o consumo da energia que seria utilizada para o arranque da germinação. Além disso, naturalmente, as sementes vão enfraquecendo ao longo do tempo, o que não acontece nas câmaras frias, que preservam seu vigor e seu poder de germinação.