Documento Embrapa

Pastagem produtiva: o segredo está no manejo

Antes de formar uma pastagem, três aspectos devem ser observados. Primeiro, é preciso conhecer a textura do solo, o relevo e o clima do local, o que vai auxiliar na escolha da planta forrageira. O segundo aspecto é a fertilidade, fundamental para definir os parâmetros de correção da acidez do solo e de adubação no plantio, e que proporcionam à planta o ambiente para o desenvolvimento mais rápido e vigoroso. O terceiro aspecto é que, se o plantio for feito com sementes, a recomendação é de que estas sejam adquiridas de empresas idôneas, o que vai garantir a qualidade genética para a formação de uma pastagem produtiva e de qualidade.

Cerca de 60 a 100 dias após o plantio, a pastagem, em certas circunstâncias, pode receber o primeiro pastejo, que deve ser feito com animais mais leves e que só consumam as pontas das folhas. O pastejo leve permitirá o aumento do número de plantas na área e assegurará o vigor da planta forrageira. Com a pastagem já formada, deve-se respeitar os limites de uso da planta, relacionados às alturas recomendadas de manejo. Em geral, as plantas não aguentam pastejo muito baixo e drástico. Se isso for recorrente, será o primeiro passo para o início da degradação. Plantas de porte mais alto e de crescimento mais vigoroso, como as espécies forrageiras do gênero Panicum, exigem manejo em lotação rotacionada, o que facilita o manejo do pastejo e aumenta a eficiência de uso da forragem.

Se o manejo do pastejo não for bem-feito, podem ocorrer duas situações. Uma é o pastejo muito pesado, com excesso de animais na área. Esse também pode ser outro início do processo de degradação do pasto, pois há diminuição da área foliar, importante para que a planta promova a rebrota. Em um segundo momento, pode haver a diminuição das reservas da planta forrageira, levando à queda de produtividade do pasto. Por outro lado, se o pastejo for muito leve, acarretará o aumento na formaç...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!