Capacitação

CANJA DE GALINHA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM

Scot Consultoria leva 1,5 mil pessoas a (re)pensar o uso da tecnologia

Sabe aquela vontade de fazer um prato superelaborado, com ingredientes caríssimos e que, em tese, ficaria uma delícia? Porém, quando você vai comer, fica pior do que seu arroz com feijão? Além da frustração pelo resultado, você se dá conta que perdeu tempo e dinheiro. Afinal, de nada adianta ter as ferramentas ideais se não dominar a técnica, os processos e a gestão do intento. O mesmo acontece com o produtor que, na ânsia de não ser engolido pelo mercado, investe desenfreadamente em softwares, máquinas e equipamentos, enquanto, na prática, ainda anota dados do seu rebanho no papel.

Foi pensando nisso e em, justamente, preparar o criador para sobreviver e viver nesta permanente transição do mercado da carne que a Scot Consultoria realizou mais uma edição do Encontro dos Encontros em Ribeirão Preto (SP). De 30 de setembro a 4 de outubro, mais de 1,5 mil participantes do Brasil e do exterior ouviram algumas das maiores autoridades da pecuária brasileira, como Alexandre Berndt, Alexandre Mendonça de Barros, Antonio Chaker, José Luiz Moraes Vasconcelos, Moacyr Corsi, Pietro Baruselli, José Bento Ferraz e Sergio de Zen. Eles integraram o grupo de mais de 40 palestrantes que falaram sobre criação, reprodução, mercado, grãos, exportação, pastagens, mercado, entre outros temas que, juntos, garantem a qualidade da alimentação humana. E, por falar nisso, não dizíamos que o arroz com feijão, por vezes, é melhor do que um prato requintado mal elaborado?

E quem não faz nem o arroz com feijão? “Prudência e dinheiro no bolso. Canja de galinha não faz mal a ninguém.” Assim como o evento abordou as novidades tecnológicas – como controles de produção via satélite, por exemplo –, também lembrou de ações simples que fazem a diferença na rentabilidade de qualquer propriedade pecuária. E que tem prioridade antes da implementação de qualquer tecnologia, como uso correto da suplementação mineral, boa localização para bebedouros ou uso de corredores para condução de bezerros. “A tecnologia não é um bicho de sete cabeças, mas o produtor precisa gerir isso. O momento é de resultados imediatos. Não dá para escolher a tecnologia que dá resultados demorados”, exemplifica o diretor-fundador da Scot Consultoria, Alcides Torres.

Para o gerente de Marketing da Scot, Marco Tulio Silva, o Encontro dos Encontros – que leva esse nome porque é composto pelos encontros de Criadores, de Adubação de Pastagens e da Pecuária Leiteira – foi um alerta. “Conseguimos transmitir essa mensagem de maneira direta, na linguagem do produtor, de forma prática, com foco no resultado. Não adianta ele comprar um supertrator, não tripulado e sem alguém pilotando, com GPS, e colocar uma carroça de madeira para ele puxar. Esse processo deve ser gradativo”, destaca.

O mesmo propósito obteve êxito com o público ligado à pecuária leiteira, que participou de debates sobre produção de leite e mercado de lácteos no Brasil. As atividades terminaram com dois dias de campo. Os participantes conheceram uma produção voltada para doces em um dos dias, e, no outro, uma com foco na produção de queijos especiais.