Agro Giro

Índices genéticos e identidade do Nelore

William Koury Filho é zootecnista, mestre e doutor em Produção Animal, jurado de pista de Angus a Zebu e proprietário da Brasil com Z® – Zootecnia Tropical

Olá, amigos agropecuaristas! Escrevo esta coluna no final de outubro. Neste momento, o fogo já não é tão preocupante, mas, em boa parte do Brasil e da Bolívia, ainda há muitos agropecuaristas com dor no pescoço de tanto olhar para o céu, além de consultar a previsão do tempo. Como nós, do agro, louvamos o clima. Claro! Dependemos demais do regime de chuvas.

Acabo de retornar da Bolívia. Lá, realizamos o 1º Remate conceitual, no dia 5 de outubro. Foi um grande êxito, confirmando o rumo que os bolivianos estão dando à seleção (coluna do mês passado), valorizando touros costeludos e musculosos, com certificados para morfologia produtiva e avaliações genéticas em equilíbrio.

Por falar em equilíbrio, vamos ao título da coluna. Em se tratando de índices, como será o resultado da seleção em programas de melhoramento de Nelore PO em longo prazo?

Olhar somente para índices genéticos e buscar o Top 0,1%, sem interpretar as DEPs das características, pode resultar em animais em desarmonia com sistemas de produção específicos – talvez o seu. Mas como assim? Os índices em programas PO contemplam demasiadamente o peso, principalmente ao sobreano. Tal característica pode conduzir a animais grandes, mais exigentes, e resultar em machos tardios e em fêmeas que não se mantêm em boa condição corporal para emprenhar com regularidade. Outro problema sério tem sido o aumento de ajuda nos partos, principalmente em novilhas, ainda mais nas precoces, e que está diretamente relacionado com o peso ao nascer em função da seleção para altos desempenhos em ganho em peso – além do peso, o tamanho do bezerro também parece influenciar.

Tenho visto animais de altos índices, porém fracos de posterior, sem a conformação...

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