Sobrevoando

Convicções

Toninho Carancho
[email protected]

Nós, pecuaristas, precisamos ter nossas convicções, ainda mais se somos criadores dedicados à cria, a fazer bezerros.

Primeiro, é necessário ter a convicção de que a cria é um bom negócio, sendo ou não.

O mercado é cíclico. Temos os anos das vacas gordas e os anos das vacas magras. E, se não tivermos convicção do que estamos fazendo e formos no embalo do que o mercado sinaliza a cada momento, sempre estaremos errados e correndo atrás da máquina.

A cria é uma ciência e uma paixão, tudo ao mesmo tempo. O criador é um abnegado, um sonhador com método. A cria é um ciclo em que não temos como encurtar sua duração, diferentemente da recria (que está desaparecendo) e da engorda (que está cada vez mais curta e eficiente). A vaca demora aqueles dias todos para emprenhar e parir. Não tem muito como fugir disso, o que torna essa etapa bastante demorada. São uns três meses de inseminação e cobertura mais uns 9,5 meses de prenhez até a parição. Estamos falando, até aqui, de um ano inteiro e de mais uns seis a oito meses para a desmama. Vamos colocar um ano e meio para facilitar a conta. É muito tempo entre a cobertura e a desmama, então não podemos errar. Precisamos ter algumas convicções.

Convicção na raça ou nas raças a serem utilizadas, no sêmen dos touros para fazer a IATF e, também, nos touros para fazer o repasse. Não podemos errar, é um processo muito longo e que reflete em todos os outros.

Defina sua raça, seu tipo de touro e de vacas adequadas à sua fazenda e ao manejo. E fique firme.

Tem algumas raças que estão passando por algumas mudanças de tipo, e algumas convicções acabam sendo postas à prova, como é o caso do Braford – que uso aqui como exemplo, porém poderiam ser outras raças.

No Braford, temos o tipo feito com base Nelore e o com base Brahman. Temos animais com mais carcaça e...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista AG, clique Aqui e Assine Agora!