Genética

Sêmen refrigerado pode elevar prenhez

A diferença nos índices reprodutivos, quando comparados ao produto congelado, foi de 10% nos estudos realizados

Nicoli Dichoff

Foram registradas melhoras significativas ao se utilizar o sêmen refrigerado na inseminação artificial de bovinos, quando em comparação aos gametas congelados. Essas foram as constatações de uma pesquisa feita pela Embrapa no Pantanal e pela Escola Superior de Agri cultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Os pesquisadores constataram um aumento de dez pontos percentuais nas taxas de prenhez. “Ou seja, em vez de atingirmos 50% de prenhez após a inseminação, que era o previsto, com o uso do sêmen refri gerado, chegamos a 60%, obtendo 20% de bezerros a mais com essa técnica”, conta a pesquisadora Juliana Corrêa, da Embrapa Pantanal/ MS.

As primeiras pesquisas coletaram o sêmen de três touros melhoradores em uma propriedade próxima a Corumbá/MS e o levaram, refrigerado a 5°C, de avião, a uma fazenda no município de Pantanal do Paiaguás, no mesmo estado, para usá-lo na inseminação das fêmeas 24 horas após a coleta.

O estudo comparou cerca de 400 bovinos sob essas condições. Outras 400 vacas foram inseminadas com protocolos regulares utilizando sêmen congelado dos mesmos animais. “Tivemos 49,9% de prenhez com o congelado e 59,9% com o refrigerado. É um número bem significativo”, atesta a cientista da Embrapa.

Corrêa esclarece que a utilização do sêmen refrigerado requer um profissional qualificado, assim como o trabalho com outras biotécnicas aplicadas nos rebanhos bovinos. Portanto, avaliar questões relacionadas à disponibilidade de profissionais capacitados é fundamental para que o investimento tenha sucesso.

e o investimento tenha sucesso. “Para se trabalhar com a própria IATF, é preciso estrutura e pessoal qualificado para aplicar os hormônios ou inseminar ...

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