Do Pasto ao Prato

Touros: do Colonial ao Genômico

Fernando Velloso é médico-veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha – www.assessoriaagropecuaria.com.br

Redigo, hoje, influenciado pela atmosfera da temporada de primavera do Rio Grande do Sul, pois já foi dada a largada e ainda estou envolvido com acertos, fretes e documentos de alguns touros adquiridos para clientes no leilão da GAP Genética. Recém-arrancou esse calendário tão intenso de remates de reprodutores no estado. É um ótimo momento para observarmos mais atentamente o comportamento tão variado dos compradores de touros.

As especificações e exigências vão desde o quase zero ao refinamento de in formações genômicas. Alguns somente elegem a raça, talvez variedade de cor e o limite de preço, valendo até touros sem registro genealógico ou qualquer tipo de avaliação de desempenho e participação em programas de melhoramento genético. Outros estão dispostos a investir mais e dedicam-se a encontrar o touro “especialista”, com a genética indicada para usos específicos, buscando informações de DEPs, genealogia, avaliações de carcaça, dados genômicos e até a homozigose para a cor preta.

Causo do touro da carona na estrada

O touro “sem papel” é chamado também no Sul por touro “colonial”, e, fora do estado, é usual a expressão “boi de boiada”. É comum ouvir dizer: “Tal criador tem um gado muito lindo, vou lá tentar comprar um terneiro de ano que ficou no desame ou algum tourinho dele”.

Gosto de histórias e causos do meio rural. O que relato a seguir ocorreu comigo, ninguém me contou e não é história de pescador. Pois bem, eu vinha retornando de um serviço de campo na Fronteira-Oeste do RS, rodando numa estrada de chão na minha camionetinha* vermelha de época. Era um dia muito quente, e vi um senhor todo pilchado pedindo carona para a cidade. Parei, confirmei o destino dele, e seguimo...

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