Na Varanda

Como andará a vaca no mundo V.U.C.A.?

Francisco Vila é economista e consultor internacional [email protected]

Completamos, nesta edição, o nosso 50º encontro “Na Varanda”. Com uma distância saudável da rotina diária, costumamos observar a direção dos ventos que sopram sobre a pecuária brasileira. Sentados confortavelmente, com menos estresse e com paixão reduzida, avaliamos as tendências que puxam ou empurram nossa atividade.

Aprendemos que o vento não é igual para todos. Conforme nível de atenção, visão e vontade, uns aproveitam mais que outros as mudanças que, a cada ano, ocorrem com maior velocidade. Tudo isso é consequência da combinação da “explosão tecnológica” com a “aceleração do tempo”.

Só para lembrar, em 2020, o conhecimento total da humanidade, que antigamente dobrava na velocidade de um século, vai dobrar, agora, a cada 100 dias! Os mais corajosos cientistas preveem que essa multiplicação de todos os conhecimentos dobrará em intervalos de apenas uma hora em 2050! Haja fôlego para acompanhar esse verdadeiro trem de loucura que impulsiona o progresso de todos os aspectos da nossa vida.

Já conversamos sobre a história da vaca totalmente rastreada em todas as suas funções físicas e biológicas através de sistemas sofisticados de chips. Em outro encontro, analisamos – não sem risos – o aplicativo inglês de Tinder para vacas. Para quem não se lembra, trata-se de um encontro virtual internacional de “namoro” entre bovinos com afinidades genéticas.

Em setembro, outra empresa informou que lançará uma ferramenta que permite medir, em tempo real, a “felicidade” dos nossos bois, de cada um individualmente, e também a média do rebanho. Seja lá o que isso quer dizer, mas vaca feliz é bom para todos. E, na França, operam vários produtores de leite com sistemas totalmente robotizados.

As vacas gostam do tratamento individualizado 24 horas, e o efeito adicional disso é ...

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