Brasil de A a Z

Bolívia no Rumo da Seleção do Nelore Funcional

William Koury Filho é zootecnista, mestre e doutor em Produção Animal, jurado de pista de Angus a Zebu e proprietário da Brasil com Z® – Zootecnia Tropical

Saludos, amigos agropecuaristas. Na coluna desta edição, será abordada a percepção que tenho tido do rumo que a seleção do Nelore segue na Bolívia.

Escrevo a coluna no terço final de setembro, época em que a seca e o fogo são objeto de preocupação de muitos pecuaristas. Infelizmente, o tema fogo entra numa dimensão política – tanto no Brasil como na Bolívia. A falta de ações políticas preventivas na conscientização/educação e no combate de maneira justa ao crime ambiental é evidente e bastante prejudicial. Independentemente das queimadas serem cometidas por assentados, povos indígenas ou grandes produtores, urge a criação de ações/soluções mais eficientes. Mas achar culpados e não soluções é o que movimenta o tema político em questão.

Bem, voltando ao título da coluna, tenho sentido uma procura cada vez maior por avaliações genéticas na Bolívia, porém nossos vizinhos demonstram uma preocupação forte em preservar caracterização racial, aprumos, umbigo funcional etc., e cada vez mais estão valorizando animais com costelas mais profundas e com maior volume de musculatura – seleção por biotipo.

Nossos vizinhos parecem não ter a obsessão pelo Top 0,1% que acompanhamos no Brasil e que, muitas vezes, abre mão de biotipo, raça e aprumos. Essa onda, acredito, deverá nos abandonar, e aí atingiremos o equilíbrio desejado, que é um animal bom de morfologia, bem avaliado em determinado índice e, principalmente, forte para as características importantes para seu critério de seleção. O que não podemos é perder a identidade do Nelore, que se adapta bem às condições de sistemas de produção a pasto. Temos de buscar um “desenho” que permita descrever a raça.

Quem realmente s...

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