Caindo na Braquiária

Touros compostos

Caindo

Logo que termino a apresentação dos grupamentos raciais, detalhando cada raça referente à sua origem, às suas características e aos seus resultados, quando usadas no cruzamento, apresento um quadro da evolução histórica dos bovinos criados pelo pesquisador australiano John E. Frisch.

Esse esclarecedor quadro evolutivo demonstra a distância genética entre os diversos grupamentos raciais existentes na pecuária de corte, possibilitando a exploração máxima da heterose quando realizamos cruzamento entre as diversas raças existentes.

Por fazer parte do universo da inseminação artificial há 30 anos, trato com muita naturalidade o assunto cruzamento ao fazer uso da genética de touros europeus por meio dessa revolucionária tecnologia, que vem se alastrando com o advento da IATF(inseminação artificial em tempo fixo).

Sabemos das dificuldades de se implementar a inseminação em alguns rincões localizados no Centro-Norte do Brasil tropical, que não dispõem de mão de obra. É justamente dos produtores dessas regiões de clima quente que, não raro, recebo mensagens me questionando a respeito da possibilidade de se fazer cruzamento sem o uso da inseminação.

Devemos ser realistas e assertivos na resposta a tais criadores, confirmando a possibilidade de se realizar cruzamento nessas regiões, deixando claro que é imperioso o uso de touros resistentes ao calor para esse intento. Dessa forma, pela nossa experiência, recomendamos que todo e qualquer reprodutor a ser usado no clima quente deve ter uma porção de raças tropicais (zebuínos ou taurinos adaptados) em sua composição genética.

A grande maioria dos produtores localizados no Centro-Norte do País possuem vacas zebuínas. Mesmo sabendo que geraremos pouca heterose, podemos recomendar...

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